Seguindo Lino Cançado, presidente da Eneva, a companhia poderia entrar no país com projetos de exploração e produção de gás natural e de geração termelétrica Comando descarta, porém, a exportação de energia das usinas da Eneva em Roraima para a Venezuela — Foto: Divulgação/Eneva O presidente da Eneva, Lino Cançado, disse que a empresa tem estudado projetos na Venezuela, mas negou que estaria negociando a entrada no país em conjunto com a Maha Capital. Segundo o executivo, que falou com jornalistas após participar de painel no Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase), o país precisa atrair investimentos estrangeiros. Leia mais:Térmica Azulão 1 deve entrar em operação no dia 1º de julho, diz presidente da Eneva Confira os resultados e indicadores da Eneva e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Depois da invasão pelos Estados Unidos que derrubou o então presidente Nicolás Maduro, no dia 3 de janeiro, a Venezuela passou a atrair interesse de empresas em investir no setor de petróleo e gás. Em fevereiro, a Reuters divulgou que a Eneva estaria em negociações com a Maha Capital, ainda em estágio inicial, para uma joint-venture. Cançado afirmou que a companhia poderia entrar no país com projetos de exploração e produção de gás natural e de geração termelétrica. “É um país que precisa de tudo que a capacidade da Eneva pode fazer. Seja no ‘upstream’ (produção), seja no ‘downstream’ (transporte e consumo), seja na geração. Então, claro que temos interesse”, disse Cançado. Ele disse que a Venezuela precisa muito atrair investimentos estrangeiros, principalmente na geração de energia, uma vez que vive com racionamento de energia na maior parte das cidades. Mesmo para aumentar a produção de petróleo, do atual nível de 1 milhão de barris por dia, para a marca histórica de 3 milhões de barris/dia, será necessário investir no aumento da oferta de eletricidade. “Não se aumenta a produção nesse nível sem energia elétrica”, disse. Cançado descartou, porém, a exportação de energia das usinas da Eneva em Roraima para a Venezuela, por meio de uma linha de transmissão que liga o país ao Estado brasileiro. O motivo é que as linhas de transmissão estão deterioradas, sem condição de permitir envios de grandes blocos de energia. Além disso, as térmicas da Eneva em Roraima estão totalmente contratadas. Leilão de baterias O executivo disse ainda que a empresa está conversando com diferentes fornecedores de baterias com vistas ao leilão da modalidade, que será realizado em dezembro. Segundo ele, todos os fabricantes de sistemas têm feito ofertas à Eneva, que tem interesse em participar do certame e vai avaliar o que faz mais sentido. Sistemas de armazenamento são considerados alternativa para a redução dos cortes de geração de energia renovável por excesso de produção. As baterias podem armazenar a energia excedente, especialmente solar, gerada a preços mais baixos durante o dia, e descarregar a partir do fim do dia, quando a geração solar sai do sistema com o pôr-do-sol e a rede exige uma substituição rápida. Mais cedo, o diretor de planejamento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Alexandre Zucarato, disse que uma das diretrizes em estudo do leilão é a definição das margens de escoamento das linhas de transmissão, o “espaço” para transporte da energia, associadas à localização das usinas. A preocupação do ONS é que as baterias estejam localizadas em regiões onde possa carregar entre 11 horas e 15 horas, quando há sobra de geração, e descarregar no horário de ponta, período crítico para a operação do sistema. Segundo Cançado, a empresa vai fazer uma contratação inicial no certame, que é inédito, para entender à modalidade e permitir que se complemente estudos da Eneva sobre as baterias, especialmente a localização delas. “Não tem por que não participar do leilão de baterias. Temos que complementar todos os estudos e entender onde as baterias fazem mais sentido”, disse Cançado.
Eneva estuda projetos na Venezuela, mas sem envolver parceiros, diz comando
Seguindo Lino Cançado, presidente da Eneva, a companhia poderia entrar no país com projetos de exploração e produção de gás natural e de geração termelétrica















