O governo da Venezuela e a filial local do conglomerado norte-americano General Electric assinaram um memorando de entendimento, conforme mostrou a TV estatal venezuelana nesta segunda-feira (15).
O acordo permitirá "recuperar, nos primeiros 24 meses, 1.000 megawatts e, no total, em quatro anos, mais de 5.000 megawatts", afirmou a líder interina Delcy Rodríguez no Palácio de Miraflores.
Ela disse que pediu às suas equipes a formalização do contrato o mais rápido possível para iniciar os trabalhos. Rodríguez não informou quanto será investido no acordo."Este é um passo histórico para a Venezuela, que nos permite restaurar um serviço tão essencial para a vida de um país quanto o fornecimento de energia elétrica", disse ela ao lado do diretor do segmento de energia da GE Vernova, Eric Gray.
Rodríguez lidera a Venezuela desde a captura de Nicolás Maduro em uma incursão americana em janeiro. Em abril, ela manteve diálogos com a multinacional para tratar dos problemas energéticos do país.
Uma edição da Pesquisa de Condições de Vida (Encovi, na sigla em inglês), publicada em 2025 pela Universidade Católica Andrés Bello, de Caracas, indica que nove em cada dez residências do país relataram interrupções do fornecimento de energia elétrica. E quatro em cada dez afirmaram que esses cortes são diários e se estendem por várias horas.Pelo menos desde 2009, ainda no regime de Hugo Chávez, começaram ser aplicadas medidas de racionamento do consumo de eletricidade. Durante o regime de Chávez, o serviço elétrico ficou sob o "domínio do estado", com a criação da Corporação Elétrica Nacional. A nacionalização do setor deixou de fora 14 empresas de energia, algumas delas operadas com capital estrangeiro.










