Tanques de liquefação de gás natural liquefeito da Eneva — Foto: Divulgação/Eneva A Eneva informou ao mercado, em Fato Relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta noite, a aprovação de um novo programa de recompra de ações, substituindo o plano anterior que se encerra em julho deste ano. Conforme comunicado, o conselho de administração autorizou a implementação do chamado Programa de Recompra 2026, com o objetivo de adquirir ações ordinárias da própria companhia para manutenção em tesouraria e posterior cancelamento ou venda, como forma de otimizar a alocação de capital e potencialmente elevar o retorno aos acionistas. O programa prevê a aquisição de até 23,07 milhões de ações, o equivalente a cerca de 1,2% do total de papéis emitidos e em circulação. As operações poderão ser realizadas em bolsa, a preços de mercado, ou por meio de instrumentos derivativos vinculados às ações da companhia, permitindo à Eneva capturar a valorização dos papéis e eventuais proventos, mediante pagamento de remuneração predeterminada às contrapartes financeiras. A companhia destacou que atualmente possui pouco mais de 1,9 bilhão de ações em circulação e cerca de 24 milhões em tesouraria, e ressaltou que o novo programa não deverá alterar o controle acionário nem a estrutura administrativa. O prazo para execução é de até 18 meses, com vigência até dezembro de 2027, tendo como intermediários BTG Pactual e XP Investimentos. Segundo a empresa, a recompra estará condicionada à disponibilidade de recursos, estimados em cerca de R$ 379,6 milhões com base nas demonstrações financeiras mais recentes, e não deve comprometer sua capacidade de cumprir obrigações financeiras. O conselho avalia que a iniciativa é compatível com a geração de caixa prevista e contribuirá para a criação de valor aos acionistas, inclusive com possível aumento de participação relativa em caso de cancelamento das ações adquiridas.