Ash Koosha estava em Londres, não em Teerã, quando a internet ficou fora do ar na capital iraniana durante uma repressão governamental violenta contra manifestantes em janeiro. Alguns videoclipes e evidências fotográficas acabaram vazando aos poucos.
Mas Koosha, que nasceu no Irã, entendeu que a verdadeira extensão do sofrimento talvez nunca fosse totalmente conhecida. Então, junto com seu irmão, Pooya Koosha, ele começou a trabalhar em "Dreams of Violets" —traduzido para "Sonhos de Violetas—, um docudrama de 75 minutos no qual todas as imagens foram criadas por inteligência artificial generativa.
Na tela, policiais descarregam suas armas, explosões de fogo tomam as ruas e uma criança observa o caos sem conseguir respirar. Mas a produção do filme foi feita de dentro de um apartamento em Londres. Não havia atores, cenários nem câmeras.
Ash Koosha, cineasta de primeira viagem que deixou o Irã em 2009, disse: "A velocidade importa aqui, certo? Jornalistas estão correndo para verificar as coisas. Organizações humanitárias estão correndo e artistas estão correndo. Todos estão tentando contar a história."
O filme de Koosha é um memorial, ele diz, em um momento em que o jornalismo não era possível.









