Integrantes do BC americano rechaçam chance de cortes de juros, o que pode estar fazendo o investidor global se afastar de ativos mais arriscados, como de mercados emergentes Real e juros pioram e bolsa perde força após decisão do Fed — Foto: Shutterstock Os ativos locais devolveram parte do movimento mais construtivo após a divulgação da decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros entre 3,50% e 3,75% ao ano, mas trouxe um comunicado novo, na primeira decisão sob gestão de Kevin Warsh. Na divulgação desta tarde, os integrantes do BC americano rechaçam a chance de cortes de juros, o que pode estar fazendo o investidor global se afastar de ativos mais arriscados, como de mercados emergentes. Perto das 15h15, o dólar à vista era negociado em queda de 0,08%, a R$ 5,0821, enquanto antes da decisão o dólar recuava 0,65%. Já o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, avançava 0,49%, aos 100,028 pontos. Apesar da pressão global, o real segue como a segunda melhor moeda entre as 33 mais líquidas. No mercado de juros, a taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2029 subia de 14,405% do ajuste anterior para 14,475%. Antes do anúncio, a taxa era negociada a 14,39%. O Ibovespa também se afastou bastante das máximas e passou a subir 0,36%, aos 170.257 pontos, após a divulgação do “dot plot” (projeções) do Fed. Entre as blue chips, bancos se distanciaram do melhor momento do dia e passaram a subir até 1,83%, caso das PN do Itaú Unibanco. Ao mesmo tempo, as ON da Vale apresentavam queda mais intensa, de 1,30% e as PN da Petrobras cediam 0,16%.