Recursos são originados do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) Recursos do programa serão alocados em empreendimentos de pequenas empresas inovadoras — Foto: Pixabay A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançaram na terça-feira (16) o Programa Tecnova 2026/2027, que vai destinar o total de R$ 360 milhões em recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) para empresas de pequeno porte com faturamento anual de até R$ 16 milhões. O programa traz inovações para descentralizar a distribuição dos recursos e a expectativa da Finep e do ministério é de que R$ 209,5 milhões desse total do FNDCT sejam destinados a empresas do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A meta é que sejam contratadas 713 empresas em até 27 unidades da federação. Os recursos serão operacionalizados por agentes descentralizados estaduais, como as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), que têm até 3 de agosto de 2026 para enviarem suas propostas. As contrapartidas dos Estados levam a uma estimativa de que sejam alavancados outros R$ 228,5 milhões, totalizando R$ 588,5 milhões em recursos para as empresas. "Sabemos que transformar conhecimento em inovação é um processo complexo que envolve desenvolvimento tecnológico, capacidade empresarial, acesso a financiamento e principalmente a novos mercados. Nesse contexto que atuação do Estado se torna necessária, criando condições para que boas ideias possam se desenvolver a alcançar seu potencial", afirmou o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, acrescentando que os instrumentos jurídicos para essa edição do Tecnova foram simplificados e o processo está "mais eficiente, acessível e aderente às necessidades nacionais". O Tecnova foi criado em 2012 e chega agora à quarta edição e, se confirmadas as expectativas, será a maior das quatro versões do programa. Até então, o maior valor havia sido na terceira fase, com R$ 270 milhões distribuídos para 444 empresas contratadas entre dezembro de 2024 e abril de 2026. A primeira edição, em 2012, movimentou o maior número de empresas, com 551. Para conseguir atingir mais Estados, a Finep e o MCTI dividiram os limites de recursos por grupos, de forma a aproximar os valores disponíveis às necessidades de cada estado. Da mesma forma, o volume das contrapartidas não será o mesmo. São Paulo será o único Estado cujas empresas poderão dispor de um total de até R$ 32,5 milhões. Outros cinco Estados estão no grupo em que cada um poderá receber até R$ 21 milhões, com contrapartidas de até R$ 105 milhões. O terceiro grupo, composto por dez Estados, terá teto de R$ 13 milhões por unidade da federação, com contrapartidas de até R$ 52 milhões, enquanto no quarto grupo cada um dos seis Estados poderá ter até R$ 10 milhões, com contrapartidas de R$ 20 milhões. Cada um dos cinco integrantes do quinto grupo poderá receber até R$ 6,5 milhões, com contrapartidas de R$ 8,125 milhões. "Esperamos que, com essa divisão, consigamos alavancar R$ 228,5 milhões dos Estados", disse o superintendente da área de pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico da Finep, André Nunes. Este ano, além do lançamento da iniciativa, a expectativa é que as FAPs sejam contratadas para agregar as empresas interessadas ao processo. No ano que vem serão lançados os editais e serão feitas as contratações das empresas contempladas com os recursos. "O Tecnova tem importância no crescimento que nós desejamos, que inclua o Brasil nas cadeias mais dinâmicas da economia", afirmou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
Finep e Ministério da Ciência lançam programa com R$ 360 milhões para inovação
Recursos são originados do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT)









