0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo A devolução do pedido de vista de Alexandre de Moraes na ação que discute a validade da Emenda Constitucional que criou regras para o financiamento eleitoral de candidaturas de pessoas negras e perdoou descumprimentos anteriores de partidos políticos, abriu uma nova frente de mobilização. Lideranças da Rede e Fenaq (Federação Nacional das Associações Quilombolas) que contestam a emenda passaram a concentrar esforços em uma medida considerada a última cartada do processo: convencer Moraes a pedir destaque e transferir o julgamento do plenário virtual para o presencial do STF. A avaliação é que, diante da relevância política e social do tema, a discussão deveria ocorrer com maior exposição pública e espaço para um debate mais aprofundado entre os ministros. Em mensagens encaminhadas ao magistrado após a devolução da vista, representantes do movimento afirmam esperar dele um voto favorável às ações apresentadas. Também pedem explicitamente que o ministro leve o caso ao plenário físico, apostando que a mudança de rito poderia reabrir a discussão sobre a emenda aprovada pelo Congresso. O pedido ocorre apesar de o STF já ter formado maioria para validar a norma. O placar está em 6 a 3 a favor do entendimento do relator, Cristiano Zanin, que rejeitou os questionamentos à emenda. Ainda falta apenas o voto de Moraes. Para os críticos da medida, a emenda representou um retrocesso ao perdoar partidos por descumprimentos relacionados ao financiamento de candidaturas de negros e mulheres. Já os defensores da norma sustentam que o Congresso agiu dentro de sua competência constitucional ao aprová-la. O julgamento está previsto para ser retomado entre os dias 19 e 26 de junho. Até lá, a expectativa dos dois lados da disputa está voltada para um único gabinete: o de Alexandre de Moraes.