Entre os relatos, há caso de servidor que ficou com menos de R$ 3 após descontos em folha 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Banco Central do Brasil, o BC — Foto: Ton Molina / Bloomberg Chegou ao BC um pedido para investigar o esquema que supostamente resultou no superendividamento de servidores, aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro. Mais especificamente, mira a atuação da PKL One, ligada a Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro, e a transferência de carteiras do Credcesta. A representação é assinada pelo deputado estadual Flávio Serafini, presidente da Comissão de Servidores da Alerj, que concluiu que um decreto de Cláudio Castro em 2021 foi feito “sob medida” para atender o Banco Master, como revelou a coluna de Malu Gaspar. O documento cita a falta de autorização da PKL para funcionar como instituição financeira e sustenta que há indícios de “direcionamento providencial e customizado” para viabilizar que a operadora capturasse a folha de pagamento do estado. Segundo o parlamentar, alterações na regulamentação das consignações estaduais permitiram o comprometimento de até 100% da renda líquida dos servidores por meio de descontos automáticos em folha, associados a produtos financeiros com juros mensais entre 5,5% e 6% e custo efetivo total anual superior a 100%. A Comissão de Servidores analisou 195 contracheques e identificou situações extremas de comprometimento da renda. Entre os casos relatados, há servidores e pensionistas que receberam valores líquidos inferiores ao salário mínimo, abaixo da linha de pobreza e até mesmo inferiores ao mínimo existencial definido pelo governo federal. O caso mais grave apontado, segundo a comissão, registra saldo líquido de apenas R$ 2,83 ao final do mês.