Governo do Irã havia anunciado fim do bloqueio americano aos seus portos, às vésperas da assinatura de um acordo de paz com os Estados Unidos, agendada para sexta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Primeiros petroleiros iranianos cruzam zona de bloqueio dos EUA, relata site de rastreamento — Foto: Reprodução/TankerTrackers RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 03:03 Petroleiros iranianos rompem bloqueio dos EUA em Ormuz, sinalizando possível acordo de paz Os primeiros petroleiros iranianos atravessaram a zona de bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz, sinalizando uma possível reabertura das exportações iranianas de petróleo. O evento ocorre dias antes de um esperado acordo de paz entre Irã e EUA, que pode levar à reabertura do estreito e ao levantamento de sanções ao Irã. No entanto, tensões persistem com novos ataques israelenses no Líbano, complicando o cenário diplomático. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os primeiros petroleiros carregados com petróleo iraniano cruzaram a linha de bloqueio dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, informou o site TankerTrackers nesta quarta-feira, dois dias antes da assinatura de um acordo entre os dois países, cujos detalhes são escassos. "Pelo menos dois superpetroleiros da Companhia Nacional de Petroleiros Iranianos (NITC), chamados DIONA (9569695) e HERO2 (9362073), deixaram o perímetro de bloqueio da Marinha dos EUA com um total combinado de 3,8 milhões de barris de petróleo iraniano", informou o site, que monitora carregamentos de petróleo bruto, na plataforma de mídia social X. Posteriormente, o site relatou a passagem de um terceiro petroleiro iraniano. "Estas são as primeiras exportações de petróleo bruto do Irã em dois meses", observou o TankerTrackers. Veja fotos do Estreito de Ormuz, foco de tensão entre Irã e Estados Unidos 1 de 12 Navio comercial visto da costa de Dubai em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 2 de 12 Estreito de Ormuz é uma região entre Irã e Omã — Foto: Reprodução/Nasa X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Navios na costa de Dubai em meio à crise no Estreito de Ormuz — Foto: AFP 4 de 12 Imagem de satélite mostra a localização do Estreito de Ormuz — Foto: Divulgação/Nasa via AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 Navio é visto perto da costa de Ras al-Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos, a caminho do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 6 de 12 Navio da Guarda Revolucionária em exercício no Estreito de Ormuz — Foto: SEPAH NEWS / AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Lancha se aproxima de navio no Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe CACACE / AFP 8 de 12 Lancha trafega pelo Estreito de Ormuz perto da costa dos Emirados Árabes Unidos — Foto: FADEL SENNA / AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Cargueiro tailandês foi atacado perto do Estreito de Ormuz, no último dia 11 — Foto: AFP 10 de 12 Navios petroleiros na região do Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe Cacace/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 Petroleiros seguem fundeados no Terminal de Carga de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, no Estrei no Ormuz — Foto: AFP 12 de 12 Navio da Marinha iraniana participa de exercícios navais na região do Estreito de Ormuz — Foto: EBRA​HIM NOROOZI /JAMEJAMONLINE/ AFP PHOTO X de 12 Publicidade Passagem crucial para o comércio mundial é tema central na guerra entre países O site especificou que analisou os sinais do transponder dos navios, que foram comparados com imagens de satélite nesta terça-feira. O governo iraniano anunciou naquele dia o fim do bloqueio americano aos seus portos, às vésperas da assinatura de um acordo de paz com os Estados Unidos, agendada para sexta-feira. A assinatura deste memorando de entendimento ocorrerá no hotel de montanha Burgenstock, na Suíça, e será o ponto de partida para dois meses de negociações, tendo como primeiro passo a tão aguardada reabertura do estratégico Estreito de Ormuz. Mas o otimismo quanto à possibilidade de um fim à guerra, iniciada em 28 de fevereiro com os bombardeios israelenses e americanos contra o Irã, foi atenuado por novos ataques israelenses no sul do Líbano. Ainda assim, espera-se que as negociações para um acordo final comecem imediatamente após a assinatura na Suíça e devem incluir decisões sobre o programa nuclear iraniano, o levantamento das sanções internacionais contra Teerã e a reabertura de Ormuz. Em circunstâncias normais, um quinto do petróleo mundial transita por essa passagem marítima estratégica, que tem sido restringida pelo Irã desde o início do conflito. Após uma queda acentuada nos últimos dias, o preço do petróleo Brent, referência global, caiu abaixo de US$ 80 o barril nesta terça-feira, pela primeira vez desde o início de março. Ataque no Líbano O acordo deve permitir que o Irã retome as vendas de petróleo e ponha fim ao conflito, segundo o Wall Street Journal, que citou fontes familiarizadas com o texto. A publicação acrescentou que as sanções às vendas de petróleo serão suspensas imediatamente após a assinatura, permitindo ao Irã acesso a serviços como bancários, de transporte e de seguros. Confira antes e depois da destruição em áreas do Irã 1 de 12 ANTES: Estruturas no quartel-general da Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 2 de 12 DEPOIS: em várias estruturas no quartel-general da Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 ANTES: base de mísseis em Garmdarreh, a leste da cidade de Karaj — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 4 de 12 DEPOIS: base de mísseis em Garmdarreh, a leste da cidade de Karaj — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 5 de 12 ANTES: guarnição de Khorramabad e ao complexo de mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 6 de 12 DEPOIS: consequências dos ataques aéreos à guarnição de Khorramabad e ao complexo de mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 7 de 12 DEPOIS: consequências dos ataques aéreos à guarnição de Khorramabad e ao complexo de mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 8 de 12 Impacto nas instalações de drones no Aeroporto de Chabahar, em Konarak — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 9 de 12 Danos também em Konarak, no Aeroporto Internacional — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 10 de 12 Base Naval de Konarak: navios destruídos e afundando, além de vários prédios alvejados — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 11 de 12 ANTES: Sistema de radar, Base Aérea de Zahedan — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 12 de 12 DEPOIS: Sistema de radar destruído, Base Aérea de Zahedan — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade Registros divulgados pela empresa de monitoramento Vantor mostram a extensão dos danos em bairros de Teerã após dias de bombardeios, enquanto o número de mortos no Irã já chega a pelo menos 787. O comando central iraniano alertou que Israel responderia "severamente" aos ataques, que, segundo a agência de notícias estatal libanesa, atingiram dois veículos e mataram quatro pessoas. O Irã insistiu que o acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio deve incluir o fim das hostilidades israelenses no Líbano, onde Israel luta contra o movimento pró-Irã Hezbollah. Israel afirma não ser parte do acordo. Um alto funcionário americano, falando sob condição de anonimato, declarou que o pacto já foi assinado eletronicamente pelo presidente Donald Trump, pelo vice-presidente JD Vance, pelo vice-ministro das Relações Exteriores iraniano Majid Takht Ravanchi e pelo negociador-chefe da República Islâmica, Mohammad Bagher Qalibaf. "Uma nova rodada de negociações entre o Irã e os Estados Unidos para chegar a um acordo final provavelmente começará na sexta-feira, em local ainda a ser definido", disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi. O acordo é resultado de semanas de negociações mediadas pelo Paquistão e pelo Catar. Os Estados Unidos e Israel pressionam pela remoção do estoque de urânio altamente enriquecido do Irã, que acreditam ter sido enterrado após os ataques aéreos americanos do ano passado. O Irã defende seu direito de enriquecer urânio para fins civis. Quando questionado na cúpula do G7 na França sobre a divulgação do memorando de entendimento com o Irã, Trump respondeu: "É um documento muito importante, e quero que seja divulgado. Provavelmente muito em breve." Enquanto isso, o jornal conservador iraniano Van-e Emrooz saudou o texto como "um documento de rendição de Trump". Mas o Ministro das Relações Exteriores, Araqchi, foi mais comedido. "Temos um histórico de promessas quebradas, um histórico de acordos descumpridos. Tudo isso está em nossas mentes", afirmou.