Um composto derivado do alho, denominado dissulfeto de dialila, é capaz de agir em interação com um quimioterápico muito utilizado contra algumas linhagens de câncer colorretal, o 5-fluorouracilo, aumentando a citotoxicidade do fármaco e possivelmente a efetividade do tratamento.
Essa foi a conclusão de um estudo conduzido por pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FCFRP-USP), que estudam a interação entre os genes e a dieta.
O 5-fluorouracilo foi escolhido para a pesquisa por ser um medicamento que demonstrou melhorar significativamente a sobrevida dos pacientes com esse tipo de tumor, o segundo mais diagnosticado e a segunda principal causa de morte relacionada ao câncer em todo o mundo. O seu uso é indicado em combinação com cirurgia mesmo nos casos metastáticos, quando a doença já se espalhou.
Já o dissulfeto de dialila é um produto natural biologicamente ativo (nutracêutico), classe que tende a ser bem tolerada, facilmente disponível e de baixo custo. Além disso, é um agente que já apresentou mecanismos antitumorais anteriormente, como inibição do crescimento e proliferação celular, regulação do metabolismo carcinogênico, estimulação da apoptose (morte celular programada e saudável), prevenção da angiogênese (formação de novos vasos sanguíneos, um processo desregulado no caso do câncer e que permite ao tumor criar sua própria rede vascular e crescer), invasão e migração, além da redução dos efeitos colaterais.









