Órgão aponta a dificuldade de diagnóstico e a falta de dados sobre como a epidemia está se espalhando 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Voluntários da Cruz Vermelha envolvidos em operações de sepultamento seguro e digno transportam o caixão contendo o corpo de um homem que morreu de Ebola no Centro Médico Evangélico de Nyankunde, em Bunia, República Democrática do Congo — Foto: Jospin Mwisha / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 16:21 Ebola no Congo: Cruz Vermelha alerta para surto de um ano sem pico A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo pode durar um ano, alerta a Cruz Vermelha, sem ter atingido seu pico. A dificuldade de diagnóstico e a falta de dados complicam a contenção do surto. A OMS declarou alerta internacional, e o G7 exige uma resposta coordenada. A desconfiança da população e ataques a voluntários agravam a situação. Não há vacina ou tratamento aprovado para a cepa atual. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) poderia durar um ano, advertiu, nesta terça-feira (16), um representante da Cruz Vermelha, segundo o qual o pico do surto ainda não foi atingido. — Tememos que essa epidemia dure ainda um ano antes de chegar ao fim — declarou Bruno Michon, chefe de operações da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV), durante uma coletiva de imprensa. Assim como outras organizações apontaram, Michon explicou que há uma "falta cruel de capacidade de diagnóstico", o que torna "muito difícil saber exatamente até que ponto a epidemia está se espalhando". — Acho que o pico não ficou para trás, mas ainda está por vir — expressou em várias ocasiões. Os dirigentes do G7, grupo das sete economias mais industrializadas do planeta, reunidos em Evian, no leste da França, exigiram, nesta terça-feira, "uma resposta forte e coordenada" para conter a epidemia, cujo epicentro se encontra em "uma zona isolada e afetada pelo conflito" na RDC. Em 15 de maio, a RDC declarou um surto de Ebola, o 17º registrado no país, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) ativou o alerta sanitário internacional dois dias depois. O surto também chegou à vizinha Uganda, onde foram confirmados 19 casos, incluindo duas mortes. Não existe nem vacina, nem tratamento aprovado contra a rara cepa Bundibugyo, responsável por esta epidemia. Segundo a OMS, com base em dados das autoridades congolesas, foram registrados 808 casos e 192 mortes, o que supõe uma taxa de letalidade de 24%. Ebola se torna emergência de saúde internacional; Veja fotos 1 de 11 O centro de tratamento de Ebola, em Goma, estava abandonado desde o fim do surto de 2019. Trabalhadores restauram o espaço — Foto: Jospin Mwisha / AFP 2 de 11 Uma funcionária verifica a temperatura de uma antes de permitir seu acesso ao hospital em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 4 de 11 Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola fixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 5 de 11 Um soldado no antigo centro de tratamento de Ebola, em Goma, que estava abandonado desde o fim do surto em 2019 — Foto: Jospin Mwisha / AFP 6 de 11 Um agente sanitário higieniza as mãos de um motociclista pela fronteira entre Uganda e a República Democrática do Congo — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 7 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: Jospin Mwisha / AFP 8 de 11 Homem se prepara para entrar no Hospital Kyeshero, em um posto de controle para lavagem das mãos e aferição de temperatura para todos os visitantes — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 9 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 10 de 11 Um agente de saúde fronteiriço na passagem entre Uganda e a República Democrática do Congo, verifica a temperatura de um viajante — Foto: Badru KATUMBA / AFP X de 11 Publicidade 11 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: John WESSELS / AFP Surto da doença na África leva OMS a acionar nível máximo de emergência sanitária internacional No enanto, os números oficiais "provavelmente só refletem uma parte da realidade", afirmou a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) na segunda-feira. — Para frear a epidemia, é preciso investir não só na resposta sanitária, mas também na confiança da população, nos voluntários locais, no compromisso das comunidades e no acesso operacional ao terreno — exortou o encarregado da FICV. — A confiança não é um aspecto secundário na resposta ao Ebola. A confiança é fundamental. Sem confiança, não podemos detectar os casos a tempo — concluiu.
Epidemia de Ebola na República Democrática do Congo pode durar um ano e ainda não atingiu seu pico, diz Cruz Vermelha
Órgão aponta a dificuldade de diagnóstico e a falta de dados sobre como a epidemia está se espalhando












