TJ informou que solicitações apresentadas após o julgamento seguem sob análise da magistrada; MP busca anular o júri que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, enquanto defesa de Jairinho alega parcialidade da juíza Elizabeth Louro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O promotor Fabio Vieira, Jairinho e Monique Medeiros — Foto: Brunno Dantas / TJRJ RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 12:24 Recursos no caso Henry aguardam decisão da juíza Elizabeth Louro Uma semana após os recursos contra a sentença do caso Henry, os pedidos do Ministério Público e da defesa de Jairinho aguardam análise da juíza Elizabeth Louro. O MP busca anular o júri que concedeu perdão a Monique Medeiros, alegando erro nos quesitos aos jurados, enquanto a defesa de Jairinho alega parcialidade da magistrada. Recursos seguem para a 7ª Câmara Criminal do TJ do Rio. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma semana após a interposição dos recursos contra a sentença do julgamento da morte de Henry Borel, os pedidos apresentados pelo Ministério Público e pela defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, ainda aguardam apreciação da juíza Elizabeth Louro, da 2ª Vara Criminal do Rio. Em resposta ao GLOBO, o Tribunal de Justiça do Rio informou que "os recursos estão para apreciação da juíza da 2ª Vara Criminal". Os recursos foram protocolados no último dia 8, um dia após a publicação da sentença do júri que condenou Jairinho a 43 anos e nove meses de prisão pela morte do menino Henry, ocorrida em março de 2021. Já Monique Medeiros, mãe da criança, recebeu o perdão judicial após ter a acusação desclassificada para homicídio culposo. Na ocasião, Ministério Público, defesa de Jairinho e o assistente de acusação que representa Leniel Borel, pai de Henry, recorreram da decisão, embora por motivos distintos. A defesa de Jairinho pretende pedir a anulação do julgamento sob o argumento de que houve parcialidade da magistrada durante o júri. Já o Ministério Público sustenta que houve erro na formulação de um dos quesitos submetidos aos jurados, o que teria levado à absolvição de Monique por meio do perdão judicial. Segundo o promotor Fábio Vieira, a principal controvérsia está no quesito 27, relacionado à omissão de Monique diante das agressões sofridas por Henry. Para ele, a reformulação da pergunta feita aos jurados alterou completamente o significado da resposta e abriu caminho para a desclassificação do crime para homicídio culposo. — A resposta "sim" faz com que Monique seja condenada por homicídio doloso, porque a omissão dela foi dolosa. A resposta "não" faz com que ela seja condenada por homicídio culposo, porque a omissão não foi dolosa. Não tem coisa mais simples que isso. E os jurados responderam que sim — afirmou o promotor após o julgamento. Vieira busca a anulação do júri e diz ter confiança de que a decisão poderá ser revista pela segunda instância. Avanço dos recursos Tanto o Ministério Público quanto a defesa de Jairinho afirmam que o processo ainda passa por etapas burocráticas antes de seguir para a segunda instância. Segundo o promotor Fábio Vieira, os recursos foram apenas interpostos e ainda dependem de uma análise formal da magistrada. — Como o recurso foi interposto no dia seguinte do processo, abre prazo para a juíza receber. E nas duas semanas que o julgamento se deu, o restante do trabalho ficou meio represado. Então, não houve o recebimento ainda desse recurso, mas é uma questão de protocolo — explicou Vieira. O promotor afirmou ainda que já prepara a peça com os fundamentos do recurso para apresentá-la assim que houver a abertura do prazo processual. A defesa de Jairinho também aponta pendências administrativas no processo. Segundo Rodrigo Faucz, ainda não foram juntadas todas as mídias produzidas durante os últimos dias do julgamento, incluindo os debates entre acusação e defesa. De acordo com o advogado, a petição protocolada até agora apenas comunica formalmente a intenção de recorrer. As razões recursais, contendo os argumentos detalhados da defesa, deverão ser apresentadas posteriormente. Os recursos serão analisados pela 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Caso os desembargadores decidam anular o julgamento, Jairinho e Monique poderão ser submetidos a um novo júri. Após a decisão da segunda instância, ainda caberão recursos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Caso Henry: uma semana após recursos contra sentença, pedidos da defesa de Jairo e MP ainda aguardam apreciação da juíza
TJ informou que solicitações apresentadas após o julgamento seguem sob análise da magistrada; MP busca anular o júri que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, enquanto defesa de Jairinho alega parcialidade da juíza Elizabeth Louro






