Assim como ocorreu em 2025, o Brasil iniciou 2026 com previsões de queda na produção de carnes. Tanto no ano passado como neste, porém, as estimativas não se confirmam, e o país volta a registrar recorde na oferta dessas proteínas.
No primeiro bimestre deste ano, a indústria colocou 7,8 milhões de toneladas de carne equivalente carcaça no mercado, 7% a mais do que de janeiro a março de 2025. O melhor desempenho ocorreu na cadeia de suínos, que teve avanço de 5,5%, enquanto a produção de carne de frango subiu 3,6%, e a de bovinos, 3,3%.
Essa oferta maior de carne ocorre devido ao aumento dos abates durante o primeiro trimestre, conforme os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Pelo menos 10,3 milhões de bovinos foram para os abatedouros neste início de ano, o maior número durante os primeiros trimestres desde que o instituto iniciou essa contagem, em 1997.
O mesmo ocorre com o setor de suinocultura, que enviou 15,3 milhões de animais para os frigoríficos, também o maior número para esse período inicial de ano. O avanço no setor de frango é ainda mais significativo, com o número de abates de janeiro a março deste ano registrando o segundo maior de todos os demais trimestres da história do setor.







