Com isso, preço para o consumidor pode ter pequena redução em julho e agosto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 China buscou proteger seus agricultores e produtores domésticos no início de 2026 ao impor cotas de importação de carne bovina — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 15:14 Cota de exportação de carne bovina para China quase esgotada; preços podem cair temporariamente Exportadores indicam que a cota de importação de carne bovina brasileira pela China está quase esgotada, com 65,4% utilizada até maio. Isso pode trazer uma leve redução nos preços ao consumidor em julho e agosto. Apesar da queda, não são esperados preços abaixo de R$ 300 por arroba em São Paulo. A partir de setembro, espera-se uma recuperação nos preços devido ao aumento das exportações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os exportadores avaliam que a cota de importação da China para a carne bovina brasileira já esteja próxima de 100%. Isso porque, pelos dados mais recentes do governo chinês, até maio o Brasil havia utilizado 65,4% da cota. Como há um intervalo de até 60 dias entre o embarque da carne e a contabilização da carga no país asiático, o limite já deve ter sido atingido. Com a cota praticamente esgotada, algumas indústrias já estão concedendo férias coletivas, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes. A expectativa é que os importadores chineses reduzam temporariamente as compras e retomem os negócios com mais intensidade apenas no último trimestre, quando os embarques já passarão a contar para a cota de 2027. No fim de 2025, a China estabeleceu cotas de importação para seus principais fornecedores de carne bovina, incluindo Brasil, Austrália e Estados Unidos, para proteger a produção local. Para o Brasil, a cota é de 1,106 milhão de toneladas, abaixo das 1,7 milhão de toneladas exportadas ao país em 2025. Dentro da cota, a tarifa é de 12%; acima desse volume, a alíquota sobe para 67%. O consultor de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, analisa que a arroba do boi gordo deve enfrentar um período de pressão entre julho e agosto, com possibilidade de um alívio temporário no preço da carne bovina para o consumidor. A cota da China é um dos fatores, mas não o único. Segundo o analista, três fatores explicam a tendência de baixa nos próximos meses. O primeiro é o aumento sazonal da oferta de animais terminados, impulsionado pelo gado de confinamento e pela maior utilização de suplementação nas pastagens, o que permite aos pecuaristas prolongar a engorda até julho e agosto. -O mercado vem mostrando, nos últimos cinco ou seis anos, uma oferta de boiada mais consistente nesse período, principalmente pela entrada do gado confinado e do gado terminado de forma intensiva. O segundo fator é a necessidade de os frigoríficos preservarem suas margens em um cenário de arroba negociada próxima de R$ 350. O terceiro é a maior concorrência da carne bovina com as proteínas de frango e suína, que limita o espaço para reajustes no varejo. Apesar da expectativa de queda, ele afirma que os preços não devem repetir os níveis observados no ano passado e descarta a arroba abaixo de R$ 300 em São Paulo. - Não enxergamos a arroba do boi gordo em São Paulo abaixo de R$ 300 em 2026. A mínima do ano deve ocorrer entre julho e agosto, mas em um patamar superior ao registrado em 2025. O cenário de baixa deve mudar a partir de setembro, quando os frigoríficos começam a intensificar as compras de gado para atender à demanda das exportações no início de 2027. Fabbri explica que a carne embarcada para a China no começo do próximo ano precisa ser produzida cerca de dois meses antes, o que faz com que a compra de animais aumente entre setembro e outubro. O mesmo ocorre com os embarques destinados aos Estados Unidos, que contam com uma cota de importação com tarifa reduzida.- -A partir de setembro, a movimentação tende a melhorar. Exportações mais fortes e um mercado interno mais aquecido podem sustentar uma recuperação da arroba no último trimestre. Carne pode ficar um pouco mais barata A expectativa é que parte dessa redução entre julho e agosto seja repassada ao consumidor, embora de forma limitada. Segundo Fabbri, os supermercados podem reduzir os preços da carne bovina para estimular as vendas durante os meses de maior oferta. Ainda assim, o efeito deve ser pequeno. - Acreditamos em um ajuste de R$ 1 a R$ 2 por quilo, no máximo. É uma melhora pontual no poder de compra, mas nada que mude significativamente o orçamento das famílias.
Exportadores estimam que cota da China para carne bovina brasileira já esteja quase esgotada
Com isso, preço para o consumidor pode ter pequena redução em julho e agosto










