O Ministério do Comércio da China afirmou que o Brasil atingiu na semana passada a marca de 80% da cota de carne bovina imposta por Pequim neste ano como medida de salvaguarda.
A expectativa de empresas e organizações do setor é que o percentual seja maior e que a cota esteja até mesmo virtualmente esgotada, uma vez que os cálculos de Pequim não levam em consideração a carga já embarcada que ainda não chegou aos portos chineses.
Questionado sobre o tema, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, destacou as trocas comerciais totais entre os países."A China está disposta a manter comunicação com todas as partes envolvidas, incluindo o Brasil, para ampliar uma cooperação econômica e comercial saudável e estável", declarou.
No final de dezembro, Pequim impôs uma medida de salvaguarda determinando que países que ultrapassassem a cota estabelecida pelo país asiático para a carne bovina seriam taxados em 55%. A determinação, que passou a valer em janeiro, terá duração de três anos.
O Brasil será taxado caso exceda 1,1 milhão de toneladas em 2026. Para se ter uma ideia, a China respondeu por 48% do volume total exportado pelo Brasil em 2025, com 1,68 milhão de toneladas e US$ 8,9 bilhões.









