Formado em 2021 a partir de encontros em oficinas de conscientização musical, o septeto paulistano Bruno Migotto e O Instituto acaba de lançar o álbum "Unitiva". O trabalho, que chega ao mercado pelo selo Blaxtream, consolida um processo de criação coletiva focado na experimentação de polirritmias e modulações métricas dentro da música instrumental brasileira contemporânea.
O grupo surgiu quando estudantes das aulas de ritmo ministradas pelo contrabaixista Bruno Migotto no Instituto —espaço cultural localizado em São Paulo— decidiram transpor a teoria para a prática instrumental. Com uma formação incomum que reúne três guitarristas e voz, o conjunto é composto por Migotto (piano, teclados e bateria), Marina Marchi (voz), Rodrigo Ursaia (saxofones e flautas), Gustavo Portes, Victor Barreto (guitarras), Italo Trento (guitarra barítono) e Henrique Kehde (bateria).
O principal diferencial do septeto em relação a outros grupos do gênero reside na metodologia de composição. As músicas são geradas de forma presencial e colaborativa, com a participação de todos os integrantes no arranjo e na textura das faixas, o que resulta em uma sonoridade autoral e complexa.
"Unitiva" sucede o disco de estreia homônimo, lançado de maneira independente em 2024. O novo álbum foi gravado no estúdio Gargolândia, no interior de São Paulo, com engenharia de som de Thiago Monteiro. O repertório funciona como uma extensão prática dos conceitos de interação debatidos nos ensaios semanais do grupo, que completou cinco anos de atividades contínuas.








