A cada Copa do Mundo, milhares de empresas repetem o mesmo roteiro: bolões, camisetas da Seleção, decoração temática e telões para acompanhar os jogos. As iniciativas criam um clima passageiro de união, mas revelam um problema de engajamento que poucos gestores enfrentam: o que sobra quando o campeonato termina?
Para a Philos, consultoria especializada em cultura organizacional e gestão de comunidades, a maioria das organizações está desperdiçando uma oportunidade rara. O Mundial cria algo difícil de replicar no ambiente corporativo: adesão espontânea. Pessoas que normalmente não interagem passam a conversar, equipes se unem por um objetivo comum e líderes e funcionários compartilham emoções. Boa parte dessa energia, porém, desaparece junto com o campeonato.
Desengajamento custa caro
O contexto ajuda a entender por que isso importa. Segundo o relatório State of the Global Workplace 2026, da Gallup, apenas 20% dos funcionários estão engajados no mundo, problema associado a cerca de US$ 10 trilhões em perdas econômicas globais. No Brasil, o estudo Engaja S/A, da Flash em parceria com a FGV EAESP, calcula que o desengajamento custe R$ 77 bilhões por ano às empresas.
“A Copa mostra algo muito interessante sobre o comportamento humano: as pessoas querem pertencer, querem fazer parte de algo maior. O futebol é apenas o gatilho. O verdadeiro valor está nas conexões que podem nascer a partir dele”, afirma Natália Lazarini, fundadora da Philos.












