Fenômeno descrito como uma forma de nostalgia vicária desperta interesse de pesquisadores e ajuda a explicar por que fotos antigas, músicas e filmes de época provocam forte conexão emocional 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Imagem ilustrativa representa a sensação de nostalgia por épocas nunca vividas, um fenômeno estudado pela psicologia e associado à conexão emocional com memórias, cenários e experiências imaginadas — Foto: Inteligência artificial/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 07:38 "Nostalgia Vicária: Saudade de Épocas Nunca Vividas e sua Ligação com a Empatia" A psicologia explora o fenômeno da nostalgia vicária, ou anemoia, que descreve o sentimento de saudade por uma época nunca vivida. Esse conceito, criado por John Koenig, revela como fotos antigas, músicas e filmes de época evocam fortes conexões emocionais. Estudos mostram que a nostalgia está ligada à empatia e comportamentos pró-sociais, destacando a capacidade humana de criar sentimentos de pertencimento sem experiências diretas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Olhar uma fotografia em preto e branco de uma cidade desconhecida, ouvir uma música lançada décadas antes do próprio nascimento ou assistir a uma série ambientada em outra época e experimentar uma sensação de saudade pode parecer contraditório. Mas esse tipo de emoção tem sido objeto de interesse da psicologia por mostrar como memória, imaginação e afeto podem se misturar. O fenômeno é conhecido como anemoia, termo criado pelo escritor John Koenig para descrever a nostalgia por um período histórico que a pessoa nunca viveu. Embora a palavra tenha surgido fora do meio acadêmico, psicólogos relacionam essa experiência à chamada nostalgia vicária, quando alguém desenvolve vínculos emocionais com acontecimentos ou contextos que conhece apenas por relatos, fotografias ou obras culturais. Existe ainda um conceito semelhante, o hiraeth, de origem galesa, que expressa o sentimento de falta de um lar ou de um lugar idealizado que talvez nunca tenha existido. Enquanto a anemoia está ligada principalmente ao tempo, o hiraeth acrescenta uma dimensão de pertencimento e identidade. Embora a literatura científica sobre anemoia ainda seja limitada, pesquisas sobre nostalgia ajudam a explicar por que algumas pessoas vivenciam esse tipo de emoção com mais intensidade. Um estudo publicado no periódico científico Journal of Personality analisou dados de 1.923 participantes, entre crianças e adultos, e concluiu que indivíduos com maior propensão à nostalgia também apresentavam níveis mais elevados de empatia afetiva. Os pesquisadores ainda observaram uma associação entre esse traço e comportamentos pró-sociais, como a disposição para ajudar outras pessoas e fazer doações. Esses resultados sugerem que a tendência de se conectar emocionalmente com o passado está relacionada à capacidade de compartilhar sentimentos e estabelecer vínculos afetivos. Fotos antigas, músicas de outras décadas, filmes de época e construções históricas estão entre os estímulos capazes de despertar essas sensações. Em muitos casos, a emoção não decorre de uma lembrança pessoal, mas da identificação com uma atmosfera ou com uma narrativa construída pela imaginação. Para os pesquisadores, esse processo evidencia que o cérebro humano é capaz de criar um sentimento de familiaridade mesmo na ausência de uma experiência direta. Em vez de recuperar uma memória vivida, ele combina referências culturais, emoções e elementos imaginativos para produzir uma sensação de pertencimento.
Você já sentiu falta de uma época que nunca viveu? Entenda o que a psicologia diz sobre esse sentimento
Fenômeno descrito como uma forma de nostalgia vicária desperta interesse de pesquisadores e ajuda a explicar por que fotos antigas, músicas e filmes de época provocam forte conexão emocional










