Ninguém sabe viver; todo mundo improvisa. Na corrida do dia a dia, quando o cansaço aparece, é preciso parar para respirar. Então, ao observar analiticamente o caminho, descobrimos obstáculos. Medos. E entre eles, certamente aparecerá o tempo. Mas agora sabemos que devemos tentar não nos preocupar demais com ele: paradoxalmente, o medo da passagem do tempo nos faz envelhecer mais.
A chamada "cronofobia" não é um diagnóstico clínico, mas sim um conceito da cultura popular. Essa inquietação em relação ao tempo é explorada em muitas obras artísticas desde a década de 1960, como conta a historiadora de arte Pamela Lee em seu livro "Cronofobia" (2006). Mas esse conceito transcendeu a arte e evoluiu para se referir ao medo da passagem do tempo.
Ou, melhor, para se referir ao medo do tempo, já que a característica do tempo é passar, como aponta o jornalista Sergio Fanjul em outro livro recente dedicado ao tema. E, entre as múltiplas formas de angústia temporal, uma de suas expressões mais frequentes e estudadas é a ansiedade diante do envelhecimento.
Essa ansiedade provém do declínio físico e da perda de atratividade e saúde reprodutiva. Como se pode intuir, é um fator de estresse psicológico particularmente acentuado entre as mulheres, uma vez que elas enfrentam mais pressões socioculturais.












