Foram analisados mais de 175 mil participantes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Solidão — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 10:06 Estudo revela impacto da solidão no cérebro e risco cognitivo em idosos Um estudo liderado por Tomiko Yoneda, da UC Davis, analisou dados de 175 mil pessoas com mais de 50 anos e revelou que a solidão afeta o cérebro, aumentando o risco de comprometimento cognitivo e reduzindo a expectativa de vida. Mesmo sem isolamento social, a solidão está ligada a um aumento de até 9% no risco de declínio cognitivo. Aliviar a solidão pode ser vital para a recuperação e redução de custos com cuidados relacionados à demência. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A solidão, um sentimento de vazio e desconexão, esteja o indivíduo rodeado de pessoas ou não, afeta ao menos uma a cada seis pessoas em todo o mundo, como mostra o último relatório sobre conexão social da Organização Mundial da Saúde (OMS). Nesse cenário, novas evidências mostram que, após os 50 anos, ela afeta o cérebro e reduz o tempo de vida. "A solidão é uma percepção. Você pode estar rodeado por uma multidão de pessoas e ainda se sentir sozinho, enquanto o isolamento é simplesmente estar sozinho. Algumas pessoas podem não se sentir sozinhas e estar completamente satisfeitas em sua solidão", afirma Tomiko Yoneda, professora assistente de psicologia na UC Davis e principal autora do estudo. Yoneda liderou uma equipe de 24 pesquisadores que analisaram dados de 175 mil participantes com mais de 50 anos. Durante o estudo, os participantes relataram com que frequência se sentiam sozinhos, bem como com que frequência tinham contato com outras pessoas. E, segundo os achados dos pesquisadores, a solidão está consistentemente associada a um risco maior de comprometimento cognitivo e a uma menor expectativa de vida, mesmo que não ocorra isolamento social. Na análise, um aumento de 10% nos relatos de sentimentos de solidão foi relacionado a um aumento de 8% a 9% no risco de comprometimento cognitivo grave e de transição de ausência de comprometimento para comprometimento cognitivo leve. "Indivíduos mais solitários podem ter maior probabilidade de progredir para estágios mais graves e menor probabilidade de se recuperar", ressalta a autora principal do estudo, Eileen K. Graham, professora associada de ciências sociais médicas da Universidade Northwestern. O isolamento social, por si só, apresentou apenas uma fraca correlação com uma menor expectativa de vida e não teve uma associação consistente com o declínio cognitivo. Por outro lado, dados sugerem que aliviar a solidão pode ser importante para a recuperação. Os achados foram publicados na revista científica Journal of Personality and Social Psychology. De acordo com os pesquisadores, é essencial encontrar maneiras de atenuar a solidão, o que diminuiria seus efeitos sobre o comprometimento cognitivo e poderia reduzir os custos associados ao cuidado de indivíduos com demência e outros problemas cognitivos.