O filme "Dia D", de Steven Spielberg, é um filme no qual os personagens discutem se a descoberta de vida extraterrestre seria uma ameaça à religião, algo que muitas pessoas decidiram debater desde que o Pentágono começou a divulgar lotes de arquivos relacionados à óvnis.
A perspectiva não surpreendentemente formal do filme, dado que Spielberg sempre foi obcecado por alienígenas e simpático a ideias e motivos religiosos, é que encontros extraterrestres não precisam ser uma ameaça à fé em Deus. Uma freira que pergunta por que uma divindade "criaria um universo tão vasto, apenas para reservá-lo para nós" parece estar falando pelo próprio filme.
Mas a história também ilustra por que uma das concepções populares de encontros extraterrestres é um potencial desafio à religião organizada, com alienígenas assumindo o papel tradicionalmente ocupado por papas, profetas e místicos, mensageiros angelicais ou o Espírito Santo.
O longa se baseia na mitologia ufológica existente de várias maneiras. Por exemplo, na história de Spielberg, o encobrimento de encontros extraterrestres está sendo gerenciado por uma empresa contratada afiliada ao governo, em vez do Pentágono, algo que vários supostos denunciantes sugeriram que poderia ser verdade em nossa realidade.













