País dependia do Oriente Médio para cerca de 90% de seu suprimento de petróleo bruto antes do início da guerra, em fevereiro, que causou devastação econômica em todo o mundo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Japão eleva taxas de juros a nível mais alto em mais de 30 anos — Foto: Kazuhiro Nogi/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 01:03 Banco do Japão aumenta juros para 1% em resposta à inflação global O Banco do Japão elevou sua taxa básica de juros para 1,0%, o nível mais alto desde 1995, em resposta à inflação decorrente da guerra no Oriente Médio. A decisão segue medidas similares de outros bancos centrais e ocorre em meio à dependência do Japão do petróleo do Oriente Médio e à desvalorização do iene, que resultou em gastos elevados para estabilizar a moeda. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Banco do Japão anunciou nesta terça-feira um aumento em sua taxa básica de juros para o nível mais alto desde 1995, em sua luta contra a inflação desencadeada pela guerra no Oriente Médio, mesmo após Washington e Teerã terem chegado a um acordo. O banco central da quarta maior economia do mundo elevou sua taxa básica em 25 pontos-base, para 1,0%, seu primeiro aumento desde dezembro. Essa decisão, em linha com as expectativas do mercado, segue as recentes medidas de aperto monetário do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Indonésia, e antecede a reunião do Federal Reserve (Fed) dos EUA nesta semana. O Japão dependia do Oriente Médio para cerca de 90% de seu suprimento de petróleo bruto antes do início da guerra em 28 de fevereiro, que causou devastação econômica em todo o mundo. Envelhecimento da população faz Japão encerrar festival milenar com homens seminus 1 de 10 Envelhecimento da população faz Japão encerrar festival milenar Sominsai, com homens semi-nus — Foto: Philip Fong/AFP 2 de 10 Os cantos apaixonados de “jasso, Jewela” (que significa “deixe o mal ir”) ecoaram por uma floresta de cedro na região de Iwate, no norte do Japão — Foto: Philip Fong/AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 A organização do evento tornou-se um fardo pesado para os idosos fiéis locais, que têm dificuldade em manter o rigor do ritual — Foto: Philip Fong/AFP 4 de 10 O festival “Sominsai”, considerado um dos mais estranhos do Japão, é a última tradição a ser afetada pela crise demográfica do país — Foto: Philip Fong/AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 A sociedade japonesa envelheceu mais rapidamente do que a de muitos outros países, uma tendência que forçou o encerramento de escolas e empresas — Foto: Philip Fong/AFP 6 de 10 Festival do Templo Kokuseki era realizado do sétimo dia do Ano Novo Lunar até a manhã seguinte, mas a pandemia de Covid já havia forçado a redução do evento — Foto: Philip Fong/AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 A última comemoração foi uma versão abreviada, que terminou por volta das 23h, mas atraiu a maior multidão de que há memória recente — Foto: Philip Fong/AFP 8 de 10 Ao anoitecer, homens de tanga branca iam ao templo, banhavam-se em um riacho e marchavam ao redor do terreno do templo, cerrando os punhos contra o frio da brisa de inverno enquanto cantavam "jasso Jewela" — Foto: Philip Fong/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Quando o festival atingiu o seu auge, centenas de homens aglomeraram-se dentro do templo de madeira grita — Foto: Philip Fong/AFP 10 de 10 Muitos participantes e visitantes manifestaram a sua tristeza e compreensão no final do festival, que tem versões similares em outros templos — Foto: Philip Fong/AFP X de 10 Publicidade 'Sominsai' é considerado um dos eventos mais estranhos do país Os problemas do Japão foram exacerbados pelo colapso do iene, impulsionado pela alta dos preços do petróleo e pelo diferencial de juros entre os Estados Unidos e o Japão. O governo japonês gastou aproximadamente 11,7 trilhões de ienes (cerca de R$ 370 bilhões) no mês passado para sustentar a moeda, que permaneceu estagnada em torno de 160 ienes por dólar. Com a inflação nos EUA em seu nível mais alto em três anos, crescem as expectativas de que o Fed siga o mesmo caminho, mesmo após Washington e Teerã terem chegado a um acordo de paz esta semana. Espera-se também que o Banco Central da Austrália e o Banco da Inglaterra mantenham as taxas de juros inalteradas quando tomarem uma decisão nos próximos dias.