O aumento de gripes, resfriados, crises de rinite, asma e outras infecções respiratórias entre crianças no inverno costuma ser tratado como parte inevitável da rotina escolar. Não deveria.

Especialistas em saúde, engenharia e qualidade do ar interior alertam que ambientes educacionais fechados, mal ventilados ou com sistemas de climatização sem manutenção adequada podem favorecer a transmissão de vírus e agravar quadros respiratórios em alunos, professores e funcionários.

Pesquisas nacionais e internacionais apontam a escola como um dos ambientes mais sensíveis para a circulação de agentes respiratórios. As crianças passam horas em salas fechadas, em contato próximo e frequente com diferentes grupos. No frio, portas e janelas tendem a ficar fechadas, reduzindo a renovação do ar.

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, a PeNSE, divulgada em sua 5ª edição este ano, pelo IBGE, em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação, mostrou que uma parcela relevante dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos avalia a própria saúde como ruim ou muito ruim. Os maiores percentuais aparecem no Rio Grande do Norte, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Acre e Alagoas.