Protótipo equipado com inteligência artificial atingiu mais de 6 mil metros de altitude no Equador, e agora busca autorização para tentar chegar ao topo da montanha mais alta do mundo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pemba: robô humanoide escalou o vulcão Chimborazo, no Equador, e agora mira o Everest — Foto: Reprodução / X / @pabloberlangab RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 18:20 Robô Pemba escala Chimborazo como teste para missões no Everest O robô humanoide Pemba, desenvolvido pela Unitree Robotics, alcançou o cume do vulcão Chimborazo, no Equador, a 6.263 metros de altitude, como parte de um teste para futuras missões no Everest. Equipado com inteligência artificial, o robô enfrenta desafios tecnológicos e regulatórios para chegar ao Everest, destacando-se por seu potencial em pesquisas e operações de resgate em ambientes extremos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO "O céu é o limite", diz um famoso ditado popular. E, ao que parece, um robô humanóide está programado para "pensar" assim. Pemba, como foi batizada a máquina de 35 quilos e alguns traços humanos, como braços e pernas, lançou-se num esporte de aventura e mostrou a que veio. O equipamento alcançou o cume do vulcão Chimborazo, na Cordilheira Ocidental dos Andes, no Equador, a 6.263 metros de altitude, em um teste considerado crucial para uma ambiciosa meta: escalar o Monte Everest ainda este ano. Desenvolvido a partir do modelo G1 da empresa chinesa Unitree Robotics, o robô participou de uma expedição liderada pelo engenheiro Pablo Berlanga, fundador da organização Geologic Dome. A iniciativa pretende avaliar como humanoides equipados com inteligência artificial podem atuar em ambientes extremos, auxiliando pesquisas científicas, monitoramento ambiental e operações de resgate em áreas de difícil acesso. Pemba: robô humanoide escalou o vulcão Chimborazo, no Equador, e agora mira o Everest — Foto: Reprodução / X / @pabloberlangab Por enquanto, Pemba tem um longo caminho pela frente e está longe de substituir alpinistas. Durante a subida ao Chimborazo, o robô caminhou de forma autônoma apenas em trechos mais suaves, com inclinações inferiores a 30 graus. Nas partes mais técnicas da montanha, ele precisou ser carregado ou auxiliado pela equipe humana. A escalada durou cerca de 16 horas. Para suportar as condições extremas em montanhas, o humanoide recebeu adaptações especiais, incluindo proteção térmica, como com um casaquinho, revestimentos para frio intenso e pés modificados, como com botas, para caminhar sobre neve e gelo. Segundo os desenvolvedores, os sistemas de navegação e equilíbrio foram pré-treinados para se adaptar a terrenos alpinos e suportar rajadas de vento e condições climáticas severas. Pemba: robô humanoide escalou o vulcão Chimborazo, no Equador, e agora mira o Everest — Foto: Reprodução / X / @itsolelehmann O teste no Chimborazo foi escolhido por razões simbólicas e técnicas. Apesar de ser mais baixo que o Everest, o vulcão equatoriano é conhecido por ter o ponto da superfície terrestre mais distante do centro da Terra, devido ao abaulamento do planeta (ponto mais "largo" na região do Equador. O Everest ganha em altitude devido à medição a partir do nível do mar. Everest enfrenta obstáculos além da altitude A tentativa de levar Pemba ao Everest, porém, esbarra em desafios que vão além da tecnologia. Segundo relatos da equipe, uma expedição ao Himalaia chegou a ser planejada para este ano, mas acabou adiada por questões regulatórias. O Nepal ainda não possui regras específicas para autorizar determinados tipos de equipamentos em expedições de montanhismo. Há também preocupações relacionadas à segurança e ao uso de tecnologias avançadas em uma região estratégica situada na fronteira entre Nepal e China. Segundo o Kathmandu Post, uma proposta envolvendo o projeto foi suspensa, e segue sem previsão de resolução, uma vez que os órgãos responsáveis ainda discutem as diretrizes. A expectativa de Pablo Berlanga é realizar novos testes em altitude nos próximos meses, incluindo missões no vulcão Mauna Kea, no Havaí. Somente depois viria a tentativa de alcançar campos avançados do Everest, que a equipe gostaria que ocorressem em outubro; no entanto, não deve haver permissão até abril de 2027. Apenas depois dessa fase de avaliações e ajustes, que visa a atingir o Acampamento 4, a 7.950 metros de altitude, a equipe planejaria uma nova missão de Pemba rumo ao ponto mais alto, a 8.849 metros de altitude. Apesar do apelo midiático de um robô escalando montanhas, os idealizadores defendem que o objetivo final é prático. A visão da Geologic Dome é utilizar humanoides como plataformas móveis para monitoramento de geleiras, coleta de dados ambientais, fiscalização de áreas protegidas e até remoção de lixo em regiões montanhosas remotas. Equipados com sensores, sistemas de IA, conectividade via satélite e, futuramente, fontes próprias de energia, esses robôs poderiam operar durante longos períodos em locais perigosos para seres humanos.