Máquina desenvolvida na China aguarda autorização do Nepal para testar sua capacidade em condições extremas de altitude 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pemba: robô humanoide escalou o vulcõ Chimborazo, no Equador, e agora mira o Everest — Foto: Reprodução / X / @pabloberlangab RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 06:32 Robô Chinês Pemba Pode Enfrentar Monte Everest em Missão Inédita Um robô humanoide chinês, chamado Pemba, pode enfrentar o Monte Everest, após ter escalado com sucesso o vulcão Chimborazo no Equador. Desenvolvido pela Geologic Dome e Fourteen Peaks Expedition, o robô será testado em condições extremas para mobilidade e coleta de lixo. O desafio começa após aprovação do Nepal, que ainda não tem regras para expedições robóticas. A missão pode custar até US$ 500 mil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um robô humanoide desenvolvido na China e que ganhou notoriedade após completar uma meia maratona em Pequim pode se tornar o primeiro do tipo a enfrentar as encostas do Monte Everest. O projeto prevê levar a máquina até quase 8 mil metros de altitude para testar seu desempenho em condições extremas e até auxiliar na retirada de lixo acumulado na montanha mais alta do planeta. Batizado de Pemba, o robô tem cerca de 1,3 metro de altura, dezenas de articulações e foi criado a partir do modelo Unitree G1. A iniciativa é liderada pela organização Geologic Dome, registrada nos Estados Unidos, em parceria com a empresa nepalesa Fourteen Peaks Expedition, que aguarda autorização do governo do Nepal para realizar a missão de pesquisa. Segundo os organizadores, o plano é transportar o humanoide desmontado até o Everest e remontá-lo em diferentes pontos entre o acampamento-base, a 5.364 metros de altitude, e o acampamento IV, a 7.920 metros. Além de testar sua mobilidade em terrenos instáveis, a equipe pretende usar suas garras mecânicas para recolher pequenos resíduos deixados por expedições, como embalagens e equipamentos abandonados. A proposta surge poucos dias após Pemba alcançar o cume do vulcão Chimborazo, no Equador, em uma expedição realizada no início de junho. De acordo com seus desenvolvedores, foi a primeira vez que um robô humanoide atingiu o topo de uma montanha com mais de 6 mil metros de altitude. Colocar uma máquina desse tipo em operação no Everest, porém, exige adaptações técnicas. As baterias perdem desempenho em temperaturas que podem chegar a 20 graus negativos, o que levou a equipe a desenvolver compartimentos aquecidos e lubrificantes resistentes ao congelamento, além de sistemas de aprendizado de máquina capazes de ajustar os movimentos do robô em tempo real diante das irregularidades do terreno. Outro desafio é a comunicação. Acima do acampamento-base, a cobertura convencional de telefonia desaparece, e o projeto prevê o uso de conexão via satélite nas cotas mais baixas e de maior autonomia operacional em altitudes elevadas. Os pesquisadores afirmam que a tecnologia poderá futuramente ser empregada no monitoramento de fendas na geleira de Khumbu e na coleta de dados ambientais. Antes disso, porém, será preciso superar um obstáculo jurídico. O Departamento de Turismo do Nepal informou que o país ainda não possui regras para autorizar a escalada de robôs ou de outros agentes não humanos no Everest. Por isso, pediu aos responsáveis pelo projeto uma proposta de regulamentação com protocolos operacionais, requisitos de segurança e definição de taxas para esse tipo de expedição. Os idealizadores estimam que a missão custará entre US$ 200 mil e US$ 500 mil e esperam realizar os testes entre setembro e novembro deste ano ou durante o inverno de 2027, caso o governo nepalês aprove o novo marco regulatório a tempo.
Robô humanoide sobe vulcão de mais de 6 mil metros e mira desafio inédito no Everest; veja vídeo
Máquina desenvolvida na China aguarda autorização do Nepal para testar sua capacidade em condições extremas de altitude









