O Ministério Público (MP) abriu um inquérito para apurar as circunstâncias em que duas antas e uma villa romana situadas no concelho de Évora foram destruídas durante a instalação de um nogueiral.Numa resposta a questões colocadas pela agência Lusa através de correio electrónico, a Procuradoria-Geral da República (PGR) limitou-se a adiantar, esta segunda-feira, que instaurou um inquérito.O caso, avançado pela estação de televisão SIC há cerca de uma semana, diz respeito à destruição de duas antas e uma villa romana para a plantação de nogueiras pela empresa Nogam na Herdade das Atafonas, freguesia de Torre de Coelheiros.Em declarações à Lusa, a arqueóloga Leonor Rocha, também directora da Escola de Ciências Sociais e coordenadora da área de Arqueologia da Universidade de Évora, referiu que a destruição agora conhecida terá acontecido em 2016 ou início de 2017."Das duas antas, não há evidências nenhumas à superfície", enquanto "a villa romana está cheia de materiais à superfície e não há dúvida nenhuma sobre onde está", realçou a arqueóloga, que recentemente visitou os locais.Também em declarações à Lusa, o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo para a área da Cultura, Henrique Sim-Sim, indicou que o organismo está "a recolher todos os indícios para apresentar uma denúncia no MP".