Decisão aponta falta de indícios de crime ambiental e dificuldades para identificar os autores dos disparos durante o episódio ocorrido em 2020 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ministério Público arquiva inquérito ao abate de centenas de veados na Herdade da Torre Bela na Azambuja — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/07/2026 - 07:59 Arquivada investigação sobre morte de 540 animais em Portugal em 2020 A investigação sobre a caçada que resultou na morte de 540 veados e javalis em Portugal, em 2020, foi arquivada por falta de indícios de crime ambiental. As autoridades não conseguiram identificar os autores dos disparos nem ouvir o organizador principal, Mariano Morales. Embora a ação tenha levado à apreensão de documentos e prisão por posse ilegal de munições, não houve provas suficientes para acusações formais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Mais de cinco anos após a caçada que matou cerca de 540 animais, entre veados e javalis, na Herdade da Torre Bela, em Portugal, a investigação sobre o caso foi arquivada, nesta terça-feira (21). As autoridades concluíram que não há indícios suficientes para sustentar a acusação de dano contra a natureza, além de não terem conseguido identificar todos os responsáveis pelos disparos nem ouvir um dos principais organizadores da montaria. Investigação enfrentou dificuldades Na decisão de arquivamento, o MP reconhece que um número significativo de animais foi abatido durante a montaria, mas ressalta que as espécies envolvidas, maioritariamente veados e javalis, não eram protegidas pela legislação ambiental. Segundo o jornal o Público, um dos principais organizadores do evento, o empresário espanhol Mariano Morales, nunca foi ouvido pelas autoridades, enquanto os restantes participantes responsáveis pelos disparos não chegaram a ser identificados. Em Portugal, população ajuda bombeiros no combate aos incêndios 1 de 10 Dois homens usam uma mangueira para jogar água sobre o telhado de um casa em Águeda — Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP 2 de 10 Dois homens combatem o fogo com mangueira em Águeda — Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Com mangueira no chão, moradores de Águeda diante do fogo — Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP 4 de 10 Dois homens entregam botijão de gás aos bombeiros — Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Mulher retira de uma casa e entrega botijão de gás ao bombeiro — Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP 6 de 10 Pessoas retiram botijão de gás das casas próximas ao incêndio — Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Mulher pede ajuda enquanto as chamas se aproximam — Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP 8 de 10 Mulher e bombeiros observam cachorro resgatado — Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Bombeiros ajudam cachorro resgatado a beber água — Foto: Patrícia de Melo Moreira/AFP 10 de 10 Jogadores do Sporting e do Lille em Alvalade fazem um minuto de silêncio em homenagem aos combatentes do fogo — Foto: Filipe Amorim/AFP X de 10 Publicidade “Não há bombeiros para substituir os que estão exaustos no terreno”, diz prefeito O inquérito-crime foi instaurado em 28 de dezembro de 2020, dias após a divulgação de imagens da caçada, na qual cerca de 540 animais foram mortos. O caso levou ainda o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) a abrir um processo para apurar eventuais infrações e suspender a licença da Zona de Caça da Torre Bela. Durante as investigações, a Guarda Nacional Republicana (GNR) realizou, em julho de 2022, uma operação relacionada ao caso que resultou na prisão de um homem de 53 anos por posse de munições de calibre proibido. Na ocasião, foram cumpridos 14 mandados de busca em residências e empresas nos distritos de Lisboa, Santarém e Portalegre, além da apreensão de documentos considerados relevantes para o inquérito. A ação contou com apoio da Polícia de Segurança Pública (PSP). Segundo o Público, contudo, essas diligências não produziram elementos suficientes para responsabilizar criminalmente os envolvidos pela montaria.
Caçada que matou 540 veados e javalis em Portugal tem investigação arquivada
Decisão aponta falta de indícios de crime ambiental e dificuldades para identificar os autores dos disparos durante o episódio ocorrido em 2020






