Uma leitora do The New York Times envia um relato à terapeuta Lori Gottlieb: Nos últimos cinco anos, minha família passou por muitas mudanças. Meu pai morreu, eu me casei e tive dois filhos, e minha irmã se casou e se mudou para um estado distante. Passei de vê-la a cada duas semanas para apenas uma ou duas vezes por ano.
Estávamos planejando uma viagem em família com ela e o marido dela. Quando entrei em contato para acertar os detalhes, ela disse que não quer mais ir, porque a ideia de passar uma semana com meus filhos parece exaustiva. Ela sempre teve dificuldade em situações sociais e gosta de tempo sozinha, então fiquei surpresa, mas não chocada. O que me chocou foi a clareza dela ao dizer que o motivo eram meus filhos.
Ela insiste que ama as crianças e que essa decisão é sobre ela, não sobre elas. Mesmo assim, isso dói. Parece uma rejeição aos meus filhos. E embora eu não tenha dito isso a ela, sinto que ela está sendo egoísta. Eu gostaria que ela visse essa viagem como um investimento divertido na relação com eles, mas ela enxerga como uma obrigação desagradável.
A viagem está descartada. Como sigo em frente com minha irmã? Eu a amo, mas não me sinto bem com a forma como ela vê meus filhos, nem com esses sentimentos negativos que tenho em relação a ela.












