Em meio a tensões geopolíticas e comerciais, ouro atingiu o recorde de US$ 5.600 por onça em janeiro, superando preço de revenda de determinados modelos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Valor do metal passou a superar o preço de revenda de determinados modelos — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/06/2026 - 14:07 Alta do ouro impulsiona derretimento de relógios de luxo no Brasil A alta no preço do ouro, que chegou a US$ 5.600 por onça em janeiro, tem levado ao derretimento de relógios de luxo, como modelos da Omega e TAG Heuer, cujo valor do metal supera o de revenda. Enquanto marcas como Patek Philippe mantêm valor elevado, outras enfrentam dificuldades. A reciclagem do ouro subiu 5%, e a tendência de derretimento deve continuar com previsões de aumento no preço do metal. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com o preço do ouro próximo de máximas históricas, alguns relógios de luxo estão sendo derretidos porque o valor do metal passou a superar o preço de revenda de determinados modelos. Segundo a Reuters, entre os mais afetados estão peças de marcas como Omega e TAG Heuer, da LVMH. Em meio a tensões geopolíticas e comerciais que levaram investidores a buscar metais preciosos como ativos de proteção, o ouro atingiu o recorde de US$ 5.600 por onça em janeiro. Atualmente, é negociado em torno de US$ 4.200 por onça, quase o dobro da média registrada em 2024. Em entrevista à Reuters, o negociante britânico Jon White, da Gold Traders, afirmou ter derretido dezenas de relógios de luxo neste ano. Um deles foi um Constellation, da Omega. Segundo White, o conteúdo de ouro da peça valia US$ 7.749, cerca de 35% acima de seu valor estimado em leilão. O fenômeno afeta principalmente relógios usados mais recentes e modelos vintage sem grande apelo entre colecionadores. Especialistas ouvidos pela Reuters afirmam que relógios de marcas como Patek Philippe e Rolex costumam valer muito mais do que o ouro utilizado em sua fabricação, graças ao controle rigoroso da produção e à alta demanda. Já marcas como TAG Heuer, Breitling e Omega enfrentam mais dificuldades para manter preços elevados, já que versões usadas de seus relógios podem ser encontradas por valores bem menores, tornando-se mais suscetíveis ao derretimento para aproveitamento do ouro. Tendência deve se manter Embora não existam dados oficiais sobre quantos relógios de luxo estão sendo derretidos, números do Conselho Mundial do Ouro indicam que a reciclagem do metal avançou 5% no primeiro trimestre, alcançando 366 toneladas. No mesmo período, a demanda por joias de ouro cresceu 31% em valor, para US$ 47 bilhões, informou a Reuters. Com previsões de que o metal alcance entre US$ 5.400 e US$ 6.300 por onça ainda este ano, o derretimento dos relógios deve continuar. Isso ocorre porque os revendedores precisam cobrir custos operacionais e oferecer garantias aos compradores, segundo a Reuters. Até mesmo relógios novos produzidos em excesso podem acabar sendo derretidos. Procuradas pela Reuters, Swatch e Rolex informaram que não comentariam o assunto. LVMH, Richemont, Patek Philippe e Audemars Piguet não responderam aos pedidos de comentário.
Alta do ouro leva relógios de luxo a serem derretidos por valor do metal
Em meio a tensões geopolíticas e comerciais, ouro atingiu o recorde de US$ 5.600 por onça em janeiro, superando preço de revenda de determinados modelos
Ouro em US$ 5.600/onça leva dealers a derreter relógios Omega, TAG Heuer; metal supera revenda. Reciclagem +5% a 366 toneladas; preço manterá elevado (previsão US$ 5.400-6.300), sinalizando ouro como hedge geopolítico em portfólios de proteção.











