Contratos futuros do metal precioso com entrega para agosto encerraram em queda de 1,47%, a US$ 3.992,10 por onça-troy Os contratos futuros de ouro encerraram esta quinta-feira (16) em queda e ficaram abaixo da marca psicologicamente relevante de US$ 4 mil por onça-troy. A alta nos rendimentos dos Treasuries e do dólar no exterior pressionaram o ativo, que foi incapaz de capitalizar em cima das leituras mias fracas de inflação dos últimos dois dias e da dissolução das apostas de um avanço dos juros pelo Federal Reserve (Fed) no curto prazo. Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de ouro com entrega para agosto encerraram em queda de 1,47%, a US$ 3.992,10 por onça-troy. As leituras abaixo do esperado para inflação no mês de junho nos Estados Unidos afastaram as apostas de uma alta nos juros pelo Fed neste mês e deixou em aberto a decisão de setembro, levando a uma queda nos rendimentos dos Treasuries e do dólar no exterior. O ouro, porém, não foi capaz de capitalizar nesse movimento e para o analista de mercado do Forex.com, Fawad Razaqzada, uma das razões para isso é o fato de que a leitura de apenas um mês não irá alterar o cenário de longo prazo para o banco central americano, um ponto que foi salientado pelo diretor do Fed Christopher Waller nos últimos dias. Outro ponto destacado pelo analista é a recuperação dos preços do petróleo. “Mesmo que alguns dados econômicos de curto prazo indiquem um arrefecimento, a persistência de preços elevados da energia dificultaria a adoção de uma postura mais flexível”, disse. O Brent ronda o patamar de US$ 85 por barril, longe das máximas do período da guerra, mas muito acima do nível visto antes do conflito. — Foto: Andreas Gebert/Bloomberg