Contratos futuros do metal precioso com entrega para agosto encerraram em queda de 0,44%, cotado a US$ 4.051,8 por onça-troy Os contratos futuros de ouro encerraram esta quarta-feira (15) em queda, apesar da redução nas apostas de uma alta dos juros pelo Federal Reserve (Fed) nos próximos meses. O ativo foi incapaz de capitalizar no recuo dos rendimentos dos Treasuries e do dólar no exterior após a leitura benigna do índice de preços ao produtor (PPI) nos Estados Unidos. Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de ouro com entrega para agosto encerraram em queda de 0,44%, cotado a US$ 4.051,8 por onça-troy. Após os dados do PPI abaixo do esperado, os investidores deram continuidade ao movimento de dissolução das apostas de uma alta dos juros pelo Fed no curto prazo. Segundo os dados da ferramenta “FedWatch” do CME Group, 51,9% das apostas indicam uma manutenção dos juros pelo banco central americano em setembro, contra 48,1% para uma alta das taxas. Ainda assim, o ouro permanece pressionado pelos riscos de uma política monetária mais restritiva, devido ao cenário geopolítico incerto. Os preços do petróleo mostraram algum grau de estabilização hoje, apesar do Brent continuar próximo da faixa de US$ 85 por barril. “A incapacidade do mercado de definir uma direção clara evidencia as forças conflitantes que atualmente influenciam os metais preciosos”, pondera Ole Hansen, do Saxo Bank. O estrategista-chefe de commodities argumenta, porém, que a dinâmica recente dos preços sugere que os investidores podem estar começando a olhar além das consequências inflacionárias imediatas. “O ouro conseguiu, até o momento, evitar uma desvalorização mais acentuada. Embora seja cedo para concluir que a recente relação inversa entre petróleo e ouro foi rompida, a resiliência em torno do patamar de US$ 4 mil indica que os investidores estão menos dispostos a vender agressivamente”, acrescentou. — Foto: Chris Ratcliffe/Bloomberg