Foi minha terceira tentativa de fazer a Mayr Prevent, uma terapia de desintoxicação. Nas duas primeiras, fui vetada na consulta prévia obrigatória, com o nutricionista Daniel Boarim, diretor médico do Spa Lapinha, no Paraná. Meu interesse era melhorar meu sistema imunológico, que andou me deixando na mão nos últimos anos.

Alérgica e asmática de nascença, minhas crises começaram a ficar mais frequentes de uns quatro, cinco anos para cá. O santo remédio à base de corticoide que sempre resolvia meus problemas de respiração começou a ter um efeito colateral chato no esôfago. O tratamento deste problema secundário, por sua vez, também tem lá suas reações adversas. Parecia uma guerra perdida.

E foi justamente por causa dessas crises frequentes e severas que eu não conseguia fazer o detox que prometia melhorar meu sistema imunológico a partir da microbiota intestinal —hoje já sabemos, parte fundamental do nosso exército de defesa contra vírus e bactérias. Toda vez que me programava para tirar os 15 dias necessários para a Mayr Prevent, eu estava saindo de uma crise daquelas, debilitada devido aos antibióticos.

Mas em março deste ano, os astros se alinharam a meu favor. Fiz a reserva com antecedência e me cuidei bastante nas semanas pré-viagem. Consegui passar no crivo do Boarim, que me alertou na consulta prévia, feita por Zoom: "se você tiver algum problema respiratório durante sua estada, vai ter que trocar o protocolo".