Na semana passada, a influenciadora digital Virgínia Fonseca usou as redes sociais para falar que havia feito uma sessão de soroterapia e que estava se sentindo muito mais disposta após o tratamento. O vídeo postado no Instagram reacendeu um debate: a popularização da soroterapia como produto de bem-estar, longevidade e estética.

Enquanto clínicas de estética e consultórios particulares espalhados pelo Brasil comercializam os chamados "coquetéis do bem-estar" intravenosos para aumentar a disposição, fortalecer a imunidade, retardar o envelhecimento, acelerar o emagrecimento ou melhorar a performance física, especialistas alertam que muitas dessas indicações não possuem respaldo científico e podem expor pacientes a riscos desnecessários.

"O fato de uma substância ser administrada diretamente na veia não significa que seja mais eficaz ou saudável. Significa apenas que ela chega imediatamente à circulação, sem passar pelo processo normal de absorção gastrointestinal. Isso também faz com que eventuais doses excessivas, incompatibilidades ou reações adversas tenham potencial para ocorrer de maneira mais rápida", explica Lizanka Marinheiro, endocrinologista do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).