O renascimento do interesse na energia nuclear, cortesia de uma combinação de crise climática, instabilidade geopolítica e apetite por megawatts da indústria da tecnologia, tem nos SMRs seu porta-bandeira.
A sigla em inglês significa pequenos reatores modulares e entrega seu ponto de venda: são usinas miniaturizadas, móveis e feitas em série, com a geração sendo aumentada com a adição de novas unidades ao gosto do cliente.
Tudo isso a uma fração dos custos das dispendiosas usinas tradicionais, que podem chegar a R$ 150 bilhões em plantas de grande porte. Mas há obstáculos para que os SMR virem a panaceia prometida.
"Sabemos que os SMR são muito bem vendidos, como uma bateria nuclear a ser comprada e usada. Mas essa é uma história ainda a ser escrita", diz Matthew van Sickle, da seção de Desenvolvimento de Infraestrutura Nuclear da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica).
Falando a jornalistas em um seminário em Viena, sede do órgão ligado à ONU (Organização das Nações Unidas), ele e sua colega Brianna Lazerwitz foram céticos em relação ao entusiasmo com os SMR. "Eles são teóricos. Não se sabe se funcionam em escala", disse ela.










