Paul Clement descreve ambiente marcado por música, religiosidade e respeito aos líderes mais experientes da equipe 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jornal argentino destaca 'inusitado treino do Brasil' comandado por auxiliar de Ancelotti, Paul Clement — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/06/2026 - 08:08 Bastidores da Seleção: Música e Liderança no Vestiário Brasileiro O auxiliar de Carlo Ancelotti, Paul Clement, revelou os bastidores do vestiário da seleção brasileira antes da estreia contra Marrocos. Clement descreveu um ambiente marcado por música brasileira, religiosidade e discursos de líderes como Marquinhos e Casemiro, que fortalecem a união do time. Ele destaca a importância da experiência de Ancelotti em gerir grupos de estrelas, essencial para lidar com a pressão de encerrar o jejum de títulos mundiais do Brasil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Muito antes de a bola rolar, antes dos discursos finais e até mesmo antes dos jogadores pisarem no gramado, existe um ritual que ajuda a definir a atmosfera da seleção brasileira. Quem revela os bastidores é Paul Clement, principal auxiliar de Carlo Ancelotti e um dos homens de confiança do treinador italiano. Em entrevista ao The Athletic, o inglês descreveu como imagina o vestiário do Brasil minutos antes da estreia contra Marrocos, neste sábado, no MetLife Stadium. A cena, segundo ele, parece saída de um comercial de Copa do Mundo. Em um canto, jogadores fazem embaixadinhas. Em outro, alguns permanecem em silêncio ouvindo música com fones de ouvido. Há quem esteja se alongando, recebendo tratamento ou apenas concentrado nos próprios pensamentos. Ao fundo, uma trilha sonora inevitável. — Obviamente, música brasileira — resumiu Clement. Mas, para o auxiliar de Ancelotti, o momento mais marcante acontece pouco antes da equipe deixar o vestiário. Segundo Clement, a atmosfera muda completamente à medida que o horário da partida se aproxima. A música diminui, as conversas ficam mais discretas e o grupo se reúne para um momento coletivo de reflexão e oração. — É um ambiente muito religioso e espiritual. Existe uma oração antes do jogo e outra depois. Normalmente ela é precedida por algumas palavras do capitão, de um jogador mais experiente, do treinador ou de alguém da federação. É algo muito bonito — afirmou. Para ele, o ritual ajuda a fortalecer a conexão entre os jogadores. — Isso cria união, camaradagem e aproxima ainda mais o grupo. A força dos líderes Ao analisar o elenco brasileiro, Clement apontou que uma das maiores virtudes da equipe está justamente na presença de lideranças experientes. O auxiliar destacou nomes como Marquinhos, Alisson, Casemiro e Danilo como referências dentro do grupo. — A espinha dorsal da equipe é muito forte. O que eu gosto nesta seleção é que ela tem lideranças muito sólidas. Existe um respeito genuíno pelos jogadores que construíram uma longa história na seleção brasileira. Segundo ele, esse respeito cria uma hierarquia natural que facilita a convivência entre atletas de diferentes gerações. — Os mais jovens admiram muito os jogadores que já disputaram 80, 90 ou mais de 100 partidas pelo Brasil. Isso ajuda a manter uma certa ordem dentro do grupo. Clement também acredita que a experiência de Carlo Ancelotti em administrar vestiários repletos de estrelas será um diferencial para o Brasil durante a Copa. Ao longo da carreira, o treinador italiano comandou grupos cheios de personalidades fortes em clubes como Chelsea, Paris Saint-Germain, Bayern de Munique e Real Madrid. — Carlo nunca procura conflito. Ele tenta extrair o melhor das pessoas. Já o vi assumir vestiários que poderiam ser considerados difíceis e administrá-los de forma brilhante. Para o auxiliar, essa característica será especialmente importante em uma seleção que reúne grandes nomes do futebol mundial e carrega enorme pressão por encerrar o jejum de títulos mundiais que dura desde 2002. Depois de mais de duas décadas sem conquistar a Copa do Mundo, Clement percebe claramente a expectativa que envolve a seleção brasileira. — Todos falam da sexta estrela. O Brasil está desesperado para conquistar o próximo título mundial.