Até onde o sonho de ser uma banda pode chegar? O Kid Abelha provou na noite desta sexta-feira (12), na Farmasi Arena, em Jacarepaguá, no Rio, que não há limites quando se tem um repertório seguro, cativante e certeiro, e que atravessa quatro décadas conquistando públicos de diferentes gerações. Era fácil identificar essa combinação de ‘eras’ em pais, filhos e, talvez, avôs e avós, além de casais lgbtqiapn+ na plateia reunida para prestigiar o primeiro show da turnê "Eu tive um sonho", retorno do grupo após um hiato de 13 anos fora dos palcos.

Sob a direção de arte de Gringo Cardia, o show reuniu a vocalista e compositora Paula Toller, o guitarrista Bruno Fortunato e o sax inconfundível de George Israel, que também acompanha Toller no vocais e toca violão e bandolim celebrou o retorno com um estética de cores vibrantes, alternadas conforme as eras musicais do trio. A banda de apoio seguiu a roupagem clássica das músicas, sem muitos riscos, e contou com Gustavo Camardella na guitarra, violão e vocais, Adal Fonseca na bateria, Pedro Dias no baixo e Gê Fonseca nos teclados.

Toller subiu ao palco com uma roupa futurista rosa e vermelha e de óculos coloridos e abriu o show com "Lágrimas e chuva", clássico de 1985, dando o tom da viagem musical de idas e vindas de hits. Ao fundo, ilustrações pop em referência ao artista Roy Lichtenstein acompanharam a canção. Em seguida, foi a vez de "Nada tanto assim", composição de 1984 de Bruno Fortunato e de Leoni, que fez parte da primeira formação da banda, entre os anos de 1981 e 1985.