PUBLICIDADE NOAA estima 63% de chance de o fenômeno atingir categoria muito forte, enquanto cientistas ainda monitoram a evolução do aquecimento no Pacífico 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mapa global mostra anomalias da temperatura da superfície dos oceanos; áreas em azul indicam águas mais frias que a média, enquanto tons de laranja e vermelho representam temperaturas acima do normal. O monitoramento é utilizado para acompanhar fenômenos climáticos como El Niño e La Niña — Foto: NOAA/Nesdis RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 11:15 El Niño pode se tornar muito forte até 2027, alerta NOAA A NOAA confirmou o El Niño e estima 63% de chance de atingir a categoria muito forte até 2027, o que pode intensificar seus efeitos globais, inclusive no Brasil. Caracterizado pelo aquecimento do Pacífico, o fenômeno altera padrões climáticos, podendo aumentar chuvas no Sul e reduzir no Norte e Nordeste do Brasil, além de elevar temperaturas. Especialistas destacam a incerteza sobre a intensidade máxima e recomendam preparação para eventos extremos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com o El Niño oficialmente confirmado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), a principal dúvida entre meteorologistas deixou de ser sua formação e passou a ser sua intensidade. A agência americana estima 63% de probabilidade de que o fenômeno atinja a categoria muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027, cenário que pode ampliar seus efeitos sobre o clima em diversas regiões do planeta, incluindo o Brasil. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e altera a circulação atmosférica global, influenciando padrões de temperatura e chuva. Embora ocorra naturalmente a cada dois a sete anos, especialistas destacam que ainda há incerteza sobre o nível máximo de aquecimento que será alcançado nos próximos meses. Verão no museu: 8 exposições para aproveitar a estação longe do calor 1 de 8 Atração 'Mar de Espelhos', no AquaRio. — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo 2 de 8 Obra de Felippe Moraes na Caixa: parte dos trabalhos é interativa — Foto: Divulgação / Felippe Moraes X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Na Casa Roberto Marinho, no Cosme Velho, escultura de Ascânio MMM divide espaço com projeto paisagístico de Burle Marx — Foto: Ana Branco / Agência O Globo 4 de 8 Exposição 'Nós – Arte e ciência por mulheres', em cartaz no Futuros — Arte e Tecnologia, no Flamengo — Foto: Divulgação X de 8 Publicidade 5 de 8 Mãe e filha brincam na mesa de som da mostra 'Funk: um grito de liberdade', no MAR — Foto: Divulgação / Wesley Sabino 6 de 8 Exposição 'Sonhos: História, ciência e utopia' — Foto: Guito Moreto / Agência O Globo X de 8 Publicidade 7 de 8 Exposição 'Formas d'água', em cartaz no MAM — Foto: Fabio Souza / Divulgação 8 de 8 Obra 'O forró dos bichos', de J. Borges, exposta no Museu do Pontal, na Barra — Foto: Divulgação X de 8 Publicidade Guia traz mostras e museus fresquinhos para toda a família — O que existe hoje é um consenso científico sobre a formação do El Niño, mas ainda não sobre sua intensidade final. Os próximos meses serão decisivos para entender até onde esse aquecimento do Pacífico pode avançar e quais serão os reflexos mais diretos no clima da América do Sul — afirmou a meteorologista Andrea Ramos. Como a intensidade é medida A classificação do fenômeno varia de acordo com o aumento da temperatura das águas do Pacífico Equatorial. Eventos são considerados fracos quando as anomalias ficam entre 0,5°C e 1°C, moderados entre 1°C e 1,5°C, fortes entre 1,5°C e 2°C e muito fortes quando superam 2°C. Nas últimas semanas, alguns modelos internacionais passaram a projetar valores próximos ou até superiores a 3°C até o fim do ano, alimentando discussões sobre a possibilidade de um episódio excepcional. O Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) indicou que o aquecimento poderá persistir e se intensificar ao longo do segundo semestre, chegando a níveis historicamente elevados. Apesar disso, meteorologistas ressaltam que projeções de longo prazo ainda carregam limitações importantes. — A diferença prática é que um evento forte consegue dominar sobre outros fatores climáticos e impor padrões de seca e chuva muito mais severos e previsíveis. Os modelos atuais mostram um aquecimento oceânico acelerado e consistente desde maio, indicando que o fenômeno deve assumir protagonismo no clima do segundo semestre de 2026 — afirmou João Hackerott, CEO da Tempo OK. O que pode acontecer no Brasil Embora a expressão “super El Niño” tenha ganhado espaço nas redes sociais e em parte das publicações internacionais, ela não representa uma classificação oficial da meteorologia. O termo costuma ser empregado informalmente para descrever episódios com aquecimento excepcionalmente intenso no Pacífico, mas especialistas alertam que ainda é cedo para afirmar se o evento atual alcançará esse patamar. No Brasil, os efeitos mais conhecidos do El Niño incluem aumento das chuvas na Região Sul e redução do volume de chuva em áreas do Norte e do Nordeste, além de temperaturas mais elevadas em parte do Sudeste e do Centro-Oeste. Segundo projeções de órgãos de monitoramento climático, a persistência do fenômeno também pode favorecer estiagens na Amazônia, elevar o risco de incêndios florestais e aumentar a probabilidade de temporais e enchentes em estados do Sul. Os especialistas ouvidos pelo GLOBO afirmam que estados e municípios reforcem medidas de preparação para eventos extremos, como planos de contingência para enchentes e protocolos voltados a ondas de calor.
Qual será a intensidade do El Niño? Especialistas avaliam se fenômeno pode atingir categoria muito forte
NOAA estima 63% de chance de o fenômeno atingir categoria muito forte, enquanto cientistas ainda monitoram a evolução do aquecimento no Pacífico
NOAA: 63% chance El Niño muito forte (>2°C) fim 2026/2027; modelos até 3°C aquecimento. Extremos climáticos elevarão custo operacional data centers regiões afetadas (Sul/Sudeste); resilência infraestrutural torna-se fator crítico em decisões capex e sourcing.













