Em comunicado nesta quinta (11), a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa) confirmou que o El Niño começou a se formar.

Segundo a agência federal dos Estados Unidos, há risco de que o fenômeno seja muito forte (maior categoria da escala) entre novembro e janeiro, o que pode fazer com que este seja o El Niño mais intenso desde o início da série histórica, em 1950.

Ademais, considerando o aquecimento global, a Noaa projeta que 2026 pode superar 2024 como o ano mais quente já registrado desde meados do século 19.

Resta claro, portanto, que autoridades das regiões do planeta que costumam ser afetadas precisam instituir planos de prevenção e contenção. O Brasil é uma dessas regiões e, no último El Niño (2023-24), sofreu com estiagem e incêndios na amazônia e no pantanal e com as enchentes letais no Rio Grande do Sul.

Trata-se de um fenômeno natural que ocorre a cada dois a sete anos e se caracteriza pelo aquecimento das águas da zona equatorial do oceano Pacífico. Ele é considerado muito forte quando a temperatura das águas supera 2ºC em relação à média histórica.