O condutor que, na manhã de 21 de Dezembro de 2024, atropelou mortalmente Pedro Sobral, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e administrador do grupo Leya, foi formalmente acusado de três crimes pelo Ministério Público (MP). Numa nota publicada no seu site, nesta sexta-feira, o MP dá conta de que o homem foi acusado da prática dos crimes de homicídio por negligência grosseira, condução perigosa e omissão de auxílio, além de quatro contra-ordenações rodoviárias graves e muito graves.Para além da condenação por estes crimes, no seu despacho de acusação, o MP pede ainda que o arguido “seja julgado inapto para a condução e que seja declarada a cassação da respectiva carta de condução”. A investigação do MP foi dirigida pela 13.ª secção do seu Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa, com a colaboração da Brigada de Investigação de Acidentes de Viação da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa.O condutor encontra-se também indiciado de se ter colocado em fuga após o embate, que terá ocorrido por volta as 7h, só se tendo apresentado perante as autoridades mais de quatro horas depois do sucedido, nas instalações da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa, acompanhado de um advogado.