A produtora de açúcar e etanol e distribuidora de combustíveis Raízen informou nesta sexta-feira (12) que recebeu e protocolou novas adesões ao seu plano de recuperação extrajudicial que elevaram o percentual de apoio para 80,15%. Anteriormente, o aval estava em 75,45%.
"Esse apoio adicional ratifica a ampla adesão ao plano como solução abrangente para a reestruturação do endividamento financeiro do Grupo Raízen, com o objetivo de equacionar suas necessidades de liquidez de curto e médio prazo e estabelecer uma estrutura de capital sustentável no longo prazo", afirmou a empresa.
O montante da dívida envolvida no plano de recuperação extrajudicial é de R$ 64,7 bilhões, sendo a maior já realizada no Brasil. O acordo precisa ser homologado por um juiz.
Os grupos de credores incluídos na recuperação extrajudicial são detentores de títulos internacionais, debêntures, certificados de recebíveis do agronegócio e bancos, representando cerca de 75% das obrigações. Fornecedores, clientes e revendedores não terão créditos reestruturados.
A Shell aportará R$ 3,5 bilhões, e o plano prevê a possibilidade de investimento de R$ 500 milhões de Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan, por meio de seu fundo familiar Aguassanta, ambos recebendo ações ordinárias.













