A TAP já devolveu os 24,99 milhões de euros em ajudas de Estado e concluiu a venda das participações detidas na empresa de assistência em terra Spdh e na empresa de refeições Cateringpor.De acordo com o comunicado da TAP, enviado esta sexta-feira às redacções, com a concretização destas operações a companhia aérea, que está em processo de privatização, “dá cumprimento integral aos compromissos remanescentes previstos na decisão da Comissão Europeia de 21 de Dezembro de 2021 e na decisão de extensão de 23 de Dezembro de 2025, concluindo o plano de reestruturação do grupo TAP”. A estratégia, acrescenta a empresa, reforça ainda “a capacidade de execução da próxima fase do plano de crescimento disciplinado e sustentável”.O reembolso de 24,99 milhões ao Estado (que aplicou 3200 milhões na empresa) decorre de uma exigência da Comissão Europeia por a TAP não ter concluído a venda dos 51% que detinha na Cateringpor e dos 49,9% na Spdh até ao final do ano passado, conforme tinha sido acordado.A TAP fez ainda uma redução de capital, via extinção de acções, no valor de 392 milhões de euros, dos quais 306,4 milhões se destinaram a uma nova “limpeza” do balanço através da “absorção de prejuízos evidenciados no balanço da TAP reportados a 31 de Dezembro de 2025”; 24,99 milhões respeitantes ao reembolso ao Estado; e outros 60,6 milhões para “constituição de uma reserva especial”. Assim, o capital da TAP passa a ser de 264.578.136 euros, representado por 165.361.335 acções com o valor nominal de 1,6 euros cada.Negócios fechadosNo caso da Cateringpor, que prepara as refeições a bordo da TAP e de outras companhias aéreas, a participação foi posta à venda por um preço base de 9,56 milhões de euros e adquirida pelo outro sócio, a Gate Gourmet. A Autoridade da Concorrência já aprovou o negócio.Na Spdh, também foi o outro sócio, neste caso a britânica Menzies, quem ficou com a posição da TAP, passando a dominar 100% do capital. O preço da operação que envolve a empresa de assistência em terra (como tratamento das bagagens e acessos aos aviões) não foi revelado. A TAP diz que a alienação das acções já foi concluída, após “a verificação das condições suspensivas aplicáveis, incluindo a obtenção das autorizações regulatórias necessárias”.Em comunicado, a Menzies, que se apresenta como líder mundial de serviços para aeroportos e companhias aéreas, diz que “com a totalidade do capital agora sob sua titularidade”, está “numa posição privilegiada para acelerar a execução do seu plano estratégico em Portugal, mantendo um forte foco na excelência operacional, na segurança e na qualidade de serviço”.Com cerca de 3500 trabalhadores, a ex-Groundforce “assegura anualmente mais de 100.000 movimentos de aeronaves nos cinco aeroportos mais movimentados do país” prestando “serviços de assistência em escala e carga aérea a um vasto conjunto de companhias aéreas internacionais”.Citado em comunicado, o presidente executivo da TAP, Luís Rodrigues, afirma: estas operações marcam “o momento em que aceleramos o olhar para a frente”. “Até agora, trabalhámos ao abrigo de um plano de reestruturação desenhado há cinco anos”, que, acrescenta, “está completo”. “A partir de agora, vamos olhar cada vez mais para a frente e continuar o processo de transformação desta companhia”, frisou o gestor.