Os prejuízos da TAP caíram 63,1% para 39,9 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, uma recuperação que a companhia aérea atribui ao papel de mercados como a América do Sul e América do Norte. Há um ano, a companhia tinha registado prejuízo de 108,2 milhões de euros nos primeiros três meses do exercício.Em comunicado divulgado esta segunda-feira, 25 de Maio, a companhia aérea portuguesa avança ainda que o EBITDA (sigla em inglês para resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) recorrente foi de 95,5 milhões de euros (uma melhoria de 92,6 milhões de euros face aos 2,9 milhões de euros de um ano antes) e o EBIT recorrente negativo em 36,1 milhões de euros (o que compara com 119,2 milhões de euros negativos registados no primeiro trimestre de 2025).As receitas da operação da companhia aérea, que está em vias de alienação de 49,9% do capital social (dos quais 5% destinados aos trabalhadores) foram de 914,4 milhões de euros (mais 11% do que em igual trimestre de 2025): 810,3 milhões vieram da venda de passagens (mais 10,%); 58,4 milhões de euros de serviços de manutenção a outras companhias (mais 31,8%); e 37 milhões de euros provenientes do transporte de carga e correio (mais 4,8%).Em comunicado divulgado na manhã desta segunda-feira às redacções, a gestão TAP afirma que, "durante o trimestre, a companhia transportou 3,7 milhões de passageiros (mais 6,4%) e operou 27,3 mil voos (mais 1,5%)", tendo o tráfego crescido "acima da capacidade, permitindo uma melhoria do load factor para 83,5% (mais 4,8 pontos percentuais), com destaque para os mercados da América do Sul e América do Norte, em linha com a estratégia de reforço da operação transatlântica".Como balanço, a administração salienta que "a TAP Air Portugal teve um desempenho positivo no primeiro trimestre de 2026, com crescimento das receitas e uma melhoria relevante dos resultados operacionais, num contexto marcado pela sazonalidade típica do período e por um enquadramento macroeconómico exigente".Citado no comunicado, Luís Rodrigues, presidente executivo da empresa, considera que “a TAP apresentou um desempenho robusto no arranque do ano, com uma melhoria importante face ao período homólogo, demonstrando a capacidade da companhia para executar com disciplina e responder às prioridades operacionais". Um desempenho que, acrescenta ainda o CEO, "reflecte o foco na execução estratégica, com os mercados da América do Sul e da América do Norte a continuarem a desempenhar um papel determinante no crescimento.”"Já após o fecho do trimestre", a transportadora avançou, no âmbito do plano de reestruturação, com "a adjudicação da venda da Cateringpor ao Grupo Gate Gourmet e com a assinatura dos acordos para a alienação da totalidade da participação na SPdH [antiga Sociedade Portuguesa de Handling] à Menzies Aviation Portugal [antiga Groundforce, detida pelo grupo britânico Menzies], operações que se encontram em curso e sujeitas às condições habituais".Para o resto do ano actual, "a companhia antevê que o enorme impacto dos preços de combustível pressionará os próximos trimestres, sendo parcialmente mitigado por uma gestão disciplinada da capacidade, controlo de custos e ajustamentos de pricing via taxa de combustível", é adiantado na comunicação.Um "contexto exigente, marcado por pressões nos custos e desafios operacionais", reconhece Luís Rodrigues, em que a TAP continuará "a privilegiar a disciplina, a eficiência e a qualidade da receita, assegurando um crescimento sustentável", conclui no comunicado.
Prejuizos da TAP caíram 63% para 39,9 milhões de euros no primeiro trimestre
Em comunicado, a companhia aérea portuguesa destaca o crescimento de 11% das receitas operacionais, para 914,4 milhões de euros.











