Confirmação da NOAA reforça previsão de mais chuva no Sul, maior risco de seca no Norte e temperaturas acima da média em parte do país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mapa global mostra anomalias da temperatura da superfície dos oceanos; áreas em azul indicam águas mais frias que a média, enquanto tons de laranja e vermelho representam temperaturas acima do normal. O monitoramento é utilizado para acompanhar fenômenos climáticos como El Niño e La Niña — Foto: NOAA/Nesdis RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 12:00 El Niño: Chuvas no Sul e Risco de Seca no Norte do Brasil A NOAA confirmou a presença do El Niño, prevendo mais chuvas no Sul do Brasil, maior risco de seca no Norte e temperaturas elevadas em algumas regiões. O fenômeno, que pode se intensificar até 2026, já impacta a distribuição das chuvas e o aumento das temperaturas. Especialistas alertam para eventos climáticos extremos, como enchentes e estiagens, especialmente no Rio Grande do Sul e na Amazônia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A confirmação do El Niño pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) nesta quinta-feira encerra meses de expectativa entre meteorologistas e abre uma nova fase de monitoramento sobre os possíveis impactos do fenômeno no Brasil. A agência norte-americana informou que as condições já estão estabelecidas no Oceano Pacífico Equatorial e apontou 63% de probabilidade de que o evento alcance intensidade muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027. Ou seja, a discussão agora não é mais sobre se o fenômeno vai acontecer, mas qual será sua intensidade no planeta. Embora ainda exista incerteza sobre a magnitude final do aquecimento das águas do Pacífico, especialistas afirmam que alguns efeitos já podem ser antecipados com base no comportamento histórico do fenômeno. No Brasil, o principal sinal costuma aparecer na distribuição das chuvas e no aumento das temperaturas. A tendência mais consistente está concentrada na Região Sul. Historicamente, episódios de El Niño favorecem a ocorrência de chuva acima da média em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, especialmente durante a primavera e o verão. O cenário eleva o risco de temporais, enchentes, alagamentos e deslizamentos em áreas vulneráveis. Imagem de satélite mostra aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial, condição que caracteriza o El Niño; áreas em vermelho indicam regiões com nível do mar mais elevado e maior concentração de calor oceânico — Foto: Sentinel-6 Michael Freilich/Nasa/NOAA — O El Niño funciona como um pano de fundo que aumenta a propensão para determinados extremos climáticos, especialmente chuva acima da média no Sul. Mas eventos como o do Rio Grande do Sul envolvem uma combinação muito complexa de fatores meteorológicos e hidrológicos — afirmou ao GLOBO a meteorologista Andrea Ramos. Mudanças climáticas aumentam em 35 vezes probabilidade de ondas de calor na América do Norte e Central 1 de 15 Pessoas se refrescam em uma fonte perto do rio Hudson durante uma onda de calor na cidade de Nova York. O calor mortal que cobriu recentemente os EUA, o México e a América Central tornou-se 35 vezes mais provável devido ao aquecimento global, disseram cientistas climáticos da World Weather Attribution (WWA) em 20 de junho. — Foto: Yuki IWAMURA / AFP 2 de 15 Pessoas se refrescam em uma fonte perto do rio Hudson durante uma onda de calor na cidade de Nova York. O calor mortal que cobriu recentemente os EUA, o México e a América Central tornou-se 35 vezes mais provável devido ao aquecimento global, disseram cientistas climáticos da World Weather Attribution (WWA) em 20 de junho. — Foto: Yuki IWAMURA / AFP X de 15 Publicidade 15 fotos 3 de 15 Pessoas sentam-se ao longo do rio Hudson durante uma onda de calor em 20 de junho de 2024 na cidade de Nova York. O calor mortal que cobriu recentemente os EUA, o México e a América Central tornou-se 35 vezes mais provável devido ao aquecimento global, disseram cientistas climáticos da World Weather Attribution (WWA) em 20 de junho. — Foto: Yuki IWAMURA / AFP 4 de 15 Pessoas caminham ao longo da Ponte do Brooklyn em meio a uma onda de calor na cidade de Nova York. — Foto: Michael M. Santiago/Getty Images/AFP X de 15 Publicidade 5 de 15 As pessoas tentam se refrescar em Coney Island no primeiro dia de verão na cidade de Nova York. — Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP 6 de 15 As pessoas tentam se refrescar em Coney Island no primeiro dia de verão na cidade de Nova York. — Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP X de 15 Publicidade 7 de 15 As pessoas colocaram os pés na água para se refrescarem no Memorial da Segunda Guerra Mundial dos EUA, em Washington, DC — Foto: Drew ANGERER / AFP 8 de 15 Pessoas brincam em uma fonte de água no Domino Park, no Brooklyn, Nova York, enquanto uma onda de calor atinge o nordeste dos EUA — Foto: Adam GRAY / AFP X de 15 Publicidade 9 de 15 As pessoas tentam se refrescar em Newark, Nova Jersey, enquanto os residentes de Nova Jersey e grande parte do Nordeste experimentam a primeira onda de calor da temporada — Foto: Spencer Platt/Getty Images/AFP 10 de 15 Pessoas lotam os Water Steps no Riverfront Park ao longo do rio Allegheny em Pittsburgh, Pensilvânia. O Serviço Meteorológico Nacional emitiu um alerta de calor excessivo para grande parte do Centro-Oeste dos Estados Unidos. — Foto: Jeff Swensen/Getty Images/AFP X de 15 Publicidade 11 de 15 As pessoas se refrescam à beira do lago em Chicago, Illinois. Uma onda de calor trouxe temperaturas quentes recordes para grande parte das áreas Centro-Oeste e Nordeste do país esta semana. — Foto: Scott Olson/Getty Images/AFP 12 de 15 As pessoas se refrescam no Crown Fountain no Millennium Park enquanto as temperaturas atingiam recorde de calor em Chicago, Illinois. — Foto: Scott Olson/Getty Images/AFP X de 15 Publicidade 13 de 15 Vendedor de sorvete à beira do lago enquanto as temperaturas batiam recorde em Chicago, Illinois. — Foto: Scott Olson/Getty Images/AFP 14 de 15 Pessoas caminham ao longo do Brooklyn Bridge Park em meio a uma onda de calor n a cidade de Nova York. — Foto: Michael M. Santiago/Getty Images/AFP X de 15 Publicidade 15 de 15 Pessoas tomam sol na Câmara dos Comuns durante uma onda de calor em Boston, Massachusetts. Calor extremo e alta umidade sufocaram o centro e o nordeste dos EUA. — Foto: Joseph Prezioso / AFP Este ano foi o mais quente já registrado, e grandes áreas do mundo já suportaram temperaturas escaldantes antes do início do verão no Hemisfério Horte Segundo nota técnica divulgada pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Rio Grande do Sul apresenta atualmente o sinal mais robusto entre os estados analisados. O órgão aponta maior frequência potencial de episódios de chuva intensa e acumulados elevados em curtos períodos. No Norte e em parte do Nordeste, a projeção é inversa. O fenômeno tende a reduzir a ocorrência de chuva e aumentar as temperaturas, cenário que pode favorecer estiagens mais prolongadas, pressão sobre reservatórios e aumento do risco de queimadas, especialmente em áreas da Amazônia e do Pantanal. Já no Sudeste e no Centro-Oeste, os impactos costumam ser mais irregulares. O padrão mais comum envolve períodos de calor persistente, alterações na frequência das frentes frias e mudanças na distribuição das chuvas ao longo da estação chuvosa. Super El Niño vem aí? O rápido aquecimento observado no Pacífico nos últimos meses é um dos fatores que chamam a atenção dos centros meteorológicos internacionais. Modelos climáticos indicam que o fenômeno deve ganhar força durante este segundo semestre. — A diferença prática é que um evento forte consegue dominar sobre outros fatores climáticos e impor padrões de seca e chuva muito mais severos e previsíveis. Os modelos atuais mostram um aquecimento oceânico acelerado e consistente desde maio, indicando que o fenômeno deve assumir protagonismo no clima do segundo semestre de 2026 — explica ao GLOBO João Hackerott, CEO da Tempo OK. Apesar da confirmação do fenômeno, meteorologistas ressaltam que ainda não é possível afirmar se o episódio atual atingirá a categoria dos chamados "super El Niños", termo informal utilizado para eventos excepcionalmente intensos. A NOAA estima 63% de probabilidade de que o fenômeno se torne muito forte, mas a resposta da atmosfera ao aquecimento do oceano continuará sendo decisiva para determinar sua intensidade final. — O que existe hoje é um consenso científico sobre a formação do El Niño, mas ainda não sobre sua intensidade final. Os próximos meses serão decisivos para entender até onde esse aquecimento do Pacífico pode avançar e quais serão os reflexos mais diretos no clima da América do Sul — afirmou Andrea Ramos. A expectativa dos centros de monitoramento é que o fenômeno alcance seu pico entre o fim da primavera e o início do verão, período em que seus efeitos costumam se tornar mais evidentes sobre o clima do continente sul-americano.
El Niño confirmado: o que o Brasil pode esperar nos próximos meses com a volta do fenômeno
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