O Fascínio e o Afeto, que reúne cerca de 30 obras de nove artistas sob curadoria de Agnaldo Farias, é a segunda exposição em torno das celebrações dos 50 anos de atuação da galerista Nara Roesler.

Farias, um dos curadores mais requisitados do País, partiu de uma pergunta que nasce da própria efeméride: o que torna uma galeria perene e significativa? Parte da resposta está no título da mostra. Parte, nos trabalhos expostos.

A primeira presença significativa na sede paulistana da galeria, na região dos Jardins, é a do pernambucano José Cláudio da Silva, artista inaugural nessa relação entre Nara e a arte.

Ainda bastante jovem, ela se encantou pela obra de José Cláudio, começou a adquirir seus trabalhos e, conforme pendurava os quadros em casa, ia convidando gente para ir até lá apreciá-los.

O marco temporal do cinquentenário é o ano de 1976, quando inaugurou a Gatsby Arte com a exposição coletiva O Desenho em Pernambuco.