A busca dos brasileiros por crédito voltou a crescer, segundo o Indicador de Demanda do Consumidor por Crédito da Serasa Experian. No acumulado de 12 meses até abril, a procura aumentou em torno de 15%, revertendo a trajetória de queda registrada em 2022 e 2023, quando a combinação de juros altos e inadimplência elevada afastou muitos consumidores do mercado. O avanço mais forte se concentra nas faixas de menor renda. Consumidores que ganham entre 1 e 2 salários mínimos lideraram a alta, com expansão próxima de 28%, sugerindo um uso mais defensivo do crédito, voltado a cobrir despesas correntes e reorganizar o orçamento. Entre as rendas mais altas, o movimento é de retomada, com crescimento acima de 17% nas faixas acima de cinco salários mínimos, refletindo maior confiança para assumir novos compromissos financeiros. O movimento ocorre num cenário em que a taxa Selic ainda está em patamar elevado, o que encarece fortemente o custo final dos empréstimos. Alerta: em um ambiente de juros tão elevados, aumenta o risco de endividamento das famílias, com o pagamento do serviço da dívida.
O golpe das figurinhas
O álbum da Copa de 2026 é um dos negócios mais lucrativos e, ao mesmo tempo, mais emocionais ligados ao futebol no Brasil. Quem alimenta essa febre é a Panini, editora que detém a licença oficial da Fifa para produzir o álbum ilustrado e as figurinhas do Mundial. A coleção deste ano é a maior da história da empresa: são 112 páginas e espaço para 980 cromos, 912 deles em papel cuchê e 68 especiais metalizados, que incluem escudos, estádios, mascotes e troféu, representando as 48 seleções participantes. A emoção de encontrar a figurinha desejada faz com que a desatenção com os golpistas gere prejuízos e frustração.










