Dados da IATA e da Allianz Research revelam forte contenção de assentos nos países anfitriões do torneio; empresas apostam em tarifas dinâmicas e margens maiores diante de custos elevados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um avião da American Airlines decola por cima de um avião da United Airlines na pista do Aeroporto Internacional de Los Angeles, na Califórnia — Foto: Mario Tama/Getty Image via Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 17:24 Copa de 2026: Países-sede mantêm oferta de voos estável apesar da crise de combustível Levantamento da Allianz Research e IATA mostra que, apesar da Copa do Mundo de 2026, as companhias aéreas nos países anfitriões — EUA, Canadá e México — quase não aumentaram a oferta de voos. A crise de combustível, exacerbada por conflitos no Golfo Pérsico, levou a uma estratégia de restrição de assentos e tarifas dinâmicas. Na América do Sul, a capacidade de assentos cresce, com destaque para Colômbia e Brasil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A maior Copa do Mundo de todos os tempos, com 48 seleções e disputada em dimensões continentais, no Canadá, nos Estados Unidos e no México, prevê grandes deslocamentos de delegações e amantes do esporte. Fora das quatro linhas, contudo, o torcedor que planeja acompanhar sua seleção de perto terá pela frente um adversário econômico implacável. Um levantamento global realizado pela Allianz Research, com dados da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), revela que as companhias aéreas adotaram uma estratégia de forte restrição na oferta de voos nas nações anfitriãs para o período do torneio. O peso do combustível na aviação comercial em meio à crise provocada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no Golfo Pérsico, é o principal fator para esta decisão. Desde o início do conflito, o preço do combustível de aviação disparou e opera atualmente com cerca do dobro da média registrada ao longo do ano de 2025. Essa escalada forçou uma mudança de tática por parte das corporações comerciais: em vez de apostarem em uma expansão em massa no volume de conexões diárias, o foco total das companhias aéreas foi direcionado à otimização de receitas por assento e à recomposição de suas margens de lucro através de tarifas dinâmicas e da cobrança de receitas auxiliares. A dependência do transporte aéreo nesta edição é crítica devido à própria geografia monumental desenhada para o torneio. Deslocamentos entre as cidades-sede envolvem rotas longas que frequentemente superam as cinco horas de voo, como os trajetos entre Seattle e Miami, Los Angeles e Nova York, ou a rota internacional que liga a Cidade do México a Vancouver. Com alternativas de transporte terrestre praticamente inviabilizadas por conta dessas distâncias continentais, as companhias aéreas e as redes hoteleiras detêm um poder de precificação agressivo em um ambiente de demanda altamente inelástica. O Brasil, por exemplo, jogará em Nova Jersey, na Filadélfia e em Miami só na fase de grupos. Embora as duas primeiras cidades estejam a uma distância próxima, com uma viagem de menos de 2 horas de carro, o trecho é de quase 2 mil quilômetros se for feito por terra. Mesmo diante desse cenário de altíssima procura, o crescimento programado na capacidade de assentos para o segundo trimestre de 2026 (Q2 2026) é considerado extremamente tímido nos mercados do Hemisfério Norte. Os dados consolidados da IATA mostram as seguintes variações na oferta interna dos organizadores do Mundial. O crescimento da capacidade de assentos no Canadá projetado para o trimestre será de apenas 2,1%. Já nos Estados Unidos, a expansão planejada ficou amarrada em modestos 1,0%. No México, o cenário é de quase estagnação absoluta, com alta de meros 0,4% na oferta de voos. Cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026 em fotos 1 de 12 Fogos de artifício durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo — Foto: Mario Vazquez / AFP 2 de 12 Pessoas se reúnem no Festival de Fãs da FIFA na Praça Zócalo antes da partida entre México e África do Sul, na Cidade do México — Foto: LUIS CORTES / AFP X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Segurança reforçada na abertura da Copa — Foto: Marco Antonio MARTINEZ / AFP 4 de 12 Artistas se apresentam na cerimônia de abertura da Copa do mundo 2026 na Cidade do México — Foto: YURI CORTEZ / AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 Milhares de pessos locam a Fan Zone na Cidade do México para assistir ao primeiro jogo da Copa do Mundo 2026 — Foto: LUIS CORTES / AFP) 6 de 12 Dança dos jogadores da África do Sul — Foto: Reprodução/Redes Sociais X de 12 Publicidade 7 de 12 Milhares de pessos locam a Fan Zone na Cidade do México para assistir ao primeiro jogo da Copa do Mundo 2026 — Foto: LUIS CORTES / AFP 8 de 12 Labubu na Copa do Mundo — Foto: Reprodução\ Tv Globo X de 12 Publicidade 9 de 12 Shakira e Burna Boy cantando na cerimônia de abertura da Copa do Mundo — Foto: Reprodução / Youtube / Caze TV 10 de 12 Cerimônia de abertura da Copa do Mundo de 2026 — Foto: YURI CORTEZ / AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 Artistas se apresentam na abertura da Copa — Foto: Rodrigo OROPEZA / AFP 12 de 12 Torcida nos arredores do estádio — Foto: LUIS CORTES / AFP X de 12 Publicidade Na América do Sul O levantamento da Allianz Research aponta que o verdadeiro motor de expansão na oferta de assentos nas Américas durante este trimestre não se encontra nas sedes da competição, mas sim na América do Sul, com o Brasil em segundo lugar na lista. De acordo com o mesmo levantamento, a Colômbia lidera o ritmo de crescimento da capacidade aérea na região das Américas, com uma alta acumulada superior a 3,0% no comparativo ano a ano. O Brasil aparece logo em sequência, registrando uma expansão de aproximadamente 2,7% na oferta total de assentos para o trimestre da Copa do Mundo. Em contrapartida, com mercados operando quase no limite de suas capacidades habituais, é possível que os aeroportos do México e dos EUA deverão registrem gargalos e atrasos nos dias de pico da competição. Para os milhões de torcedores espalhados pelo continente, a regra para sobreviver financeiramente e logisticamente à Copa de 2026 será planejar cada conexão com antecedência e com chegada prevista para várias horas antes da partida. Os 16 estádios da Copa do Mundo de 2026 1 de 16 MetLife Stadium, em Nova York, será palco da Copa do Mundo — Foto: Divulgação/Fifa 2 de 16 AT&T Stadium, em Dallas, será um dos estádios da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Divulgação/Fifa X de 16 Publicidade 16 fotos 3 de 16 Lumen Field, em Seattle, receberá jogos da Copa do Mundo 2026 — Foto: Divulgação/Fifa 4 de 16 Arrowhead Stadium, em Kansas City, receberá jogos da Copa do Mundo 2026 — Foto: Divulgação/Fifa X de 16 Publicidade 5 de 16 Hard Rock Stadium, em Miami, sediará jogos da Copa do Mundo 2026 — Foto: Divulgação/Fifa 6 de 16 Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, será um dos palcos da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Stew Milne/FIFA via Getty Images X de 16 Publicidade 7 de 16 Levi's Stadium, em Santa Clara, será um dos palcos da Copa do Mundo 2026 — Foto: Divulgação/Fifa 8 de 16 O SoFi Stadium com gramado para futebol — Foto: Patrick T. Fallon / AFP X de 16 Publicidade 9 de 16 Gillette Stadium, em Foxborough (Boston), palco da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Divulgação/Fifa 10 de 16 Lincoln Financial Field, na Filadélfia, se prepara para receber jogos da Copa do Mundo — Foto: Brendan Smialowski / AFP X de 16 Publicidade 11 de 16 NRG Stadium, em Houston, será um dos palcos da Copa do Mundo 2026 — Foto: Divulgação/Fifa 12 de 16 Estádio Azteca, na Cidade do México. — Foto: Luis CORTES / AFP X de 16 Publicidade 13 de 16 Estadio BBVA, em Monterrey, receberá jogos da Copa do Mundo 2026 — Foto: Divulgação/Fifa 14 de 16 Estadio Akron, em Guadalajara, palco da Copa do Mundo 2026 — Foto: Simon Barber - FIFA/Getty Images X de 16 Publicidade 15 de 16 BC Place, em Vancouver, receberá jogos da Copa do Mundo 2026 — Foto: Divulgação/Fifa 16 de 16 BMO Field, Toronto. — Foto: Divulgação X de 16 Publicidade Torneio terá 11 sedes nos EUA, três no México e duas no Canadá
Em meio à crise de combustível, empresas aéreas quase não aumentam oferta de voos para a Copa, diz levantamento
Dados da IATA e da Allianz Research revelam forte contenção de assentos nos países anfitriões do torneio; empresas apostam em tarifas dinâmicas e margens maiores diante de custos elevados














