Os gastos com combustível das companhias aéreas dos Estados Unidos saltaram 78% em abril, para quase US$ 6,5 bilhões, em comparação com o mesmo período do ano anterior, à medida que o conflito no Oriente Médio eleva os preços do combustível de aviação, informou, nesta segunda-feira (8), o Departamento de Transportes dos EUA (USDOT). Os custos com combustível aumentaram 26% em relação a março, enquanto as companhias consumiram 2,6% menos combustível em abril na comparação com o mês anterior, segundo relatório mensal do USDOT. O custo por galão de combustível em abril foi de US$ 4,11, alta de US$ 1,81 em relação a abril de 2025, acrescentou o órgão. A tendência já teve impacto no setor. A Spirit Airlines, companhia aérea americana de ultrabaixo custo, encerrou suas operações em maio, afirmando que a alta dos preços do combustível não lhe deixou alternativa. Delta Air Lines, United Airlines, American Airlines e Southwest Airlines respondem por cerca de 80% dos voos domésticos nos Estados Unidos. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), que representa mais de 370 companhias aéreas responsáveis por cerca de 85% do tráfego aéreo global, informou em seu relatório anual divulgado no domingo (7) que espera que o setor registre lucro líquido combinado de US$ 23 bilhões em 2026, bem abaixo da projeção anterior de cerca de US$ 41 bilhões e inferior aos US$ 45 bilhões registrados em 2025. As tarifas médias de voos com origem nos Estados Unidos aumentaram neste ano até 31% em viagens domésticas e 22% em voos internacionais, na comparação com as mesmas semanas de 2025, segundo dados de buscas da Kayak. O conflito no Oriente Médio, desencadeado por ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, também obrigou as companhias aéreas a desviarem rotas para evitar espaços aéreos fechados ou restritos, aumentando o consumo de combustível e pressionando uma capacidade já limitada. Os preços do petróleo dispararam diante dos temores de interrupções no fornecimento, elevando fortemente os preços do combustível de aviação e ampliando as margens de refino, o que levou as companhias aéreas a enfrentar um aumento expressivo em seu principal custo operacional. A Iata espera que a conta de combustível das companhias aéreas salte para cerca de US$ 350 bilhões neste ano, ante aproximadamente US$ 252 bilhões em 2025, com o combustível representando quase um terço dos custos operacionais.
Custos das aéreas dos EUA com combustível saltam 78%, para US$ 6,5 bilhões em abril
Guerra no Oriente Médio obrigou companhias aéreas a desviar rotas para evitar espaços aéreos fechados ou restritos, aumentando o consumo de combustível e pressionando capacidade já limitada












