A França conheceu, nas últimas duas semanas, o nome de Lyhanna, 11, e, com ele, uma pergunta que nenhum governo deseja enfrentar: quantos alertas um Estado pode ignorar antes que uma criança morra?
A menina desapareceu em 29 de maio em Fleurance, cidade de cerca de 6.400 habitantes no departamento do Gers, no sudoeste do país, depois de entrar no carro de Jérôme Barella, 41, pai de uma amiga.
Seu corpo foi encontrado seis dias depois em um silo de cereais abandonado, a cerca de 15 km da escola, em uma propriedade agrícola onde o suspeito havia trabalhado. Ele foi indiciado por rapto e cárcere privado e está em prisão preventiva. A causa da morte ainda não foi divulgada.
O que transformou a tragédia em uma crise nacional foi a ficha do suspeito. Segundo o jornal Le Monde, cinco investigações por violência sexual contra menores abertas contra ele foram arquivadas ou abandonadas ao longo dos anos.
A mais grave das queixas, registrada em agosto de 2025 pela mãe de outra menina de 11 anos por estupros que teriam ocorrido na casa de Jérôme Barella, ficou nove meses nas gavetas da Justiça —apesar de exame ginecológico ter apontado lesões e de uma psicóloga ter considerado crível o relato da criança.














