O relatório sobre a investigação da morte da menina Lyhanna, supostamente estuprada e assassinada por um homem com denúncias anteriores de pedofilia na França, indica "uma sucessão de erros" no procedimento do processo, afirmou nesta segunda-feira (22) o primeiro-ministro Sébastien Lecornu.

Lyhanna foi encontrada morta em 4 de junho em um silo agrícola perto de Fleurance, no sudoeste da França, após quase uma semana desaparecida. Jérôme Barella, 41, pai de uma amiga dela, foi preso. O homem havia sido denunciado nove meses antes por uma menina chamada Rosa, 10, mas nunca havia sido detido ou interrogado.

Segundo o relatório da inspeção divulgado nesta segunda, a mãe de Rosa levou a filha a um hospital de Toulouse em 18 de agosto de 2025, "após revelações de estupros que a menina teria atribuído ao padrasto", mencionando "cerca de cinquenta" episódios.

Após as primeiras investigações, o caso foi transferido da Promotoria de Toulouse para a de Auch, onde vivia o principal suspeito e onde os fatos teriam ocorrido, mas sem indicação de urgência.

Já em Auch, o caso não foi "tratado como procedimento prioritário", apesar do perfil do suspeito, detalhou o chefe da Inspeção-Geral da Justiça (IGJ), Stéphane Noël. A mãe de Rosa só voltou a ser ouvida em 14 de fevereiro, e nenhuma outra diligência foi realizada, segundo o relatório.