Taiwan não tolerará as tentativas da China de criar uma falsa impressão de que detém jurisdição sobre suas águas, afirmou a guarda costeira da ilha, prometendo expulsar infratores depois que os chineses encerrarram uma patrulha na costa leste taiwanesa.

A China, que reivindica a ilha —governada democraticamente— como seu território, ficou indignada depois que o Japão e as Filipinas anunciaram no mês passado que iniciariam negociações formais sobre suas fronteiras marítimas, considerando que isso envolvia as águas ao largo de Taiwan.

No final da tarde de sábado (6), a mídia estatal chinesa informou que navios haviam sido enviados para realizar uma "operação especial de fiscalização do tráfego marítimo" nas águas a leste de Taiwan, em resposta ao anúncio do Japão e das Filipinas.

Na noite de quarta-feira (10), a mídia estatal chinesa disse que a ação havia terminado, após ter "inspecionado 198 embarcações que passavam e corrigido violações envolvendo três navios", além de ter realizado um levantamento hidrográfico e patrulhado áreas onde ficam cabos submarinos.

A guarda costeira da ilha, por sua vez, afirmou que Pequim não tem jurisdição sobre essas águas e que, sempre que navios chineses aparecerem, as próprias embarcações de Taiwan "os expulsarão à força e manterão a liberdade e a segurança da navegação".